domingo, 24 de julho de 2011

Uma Idiota Filosofando!

O que nos sintoniza à alguém são as verdades ou as mentiras que com  ele partilhamos - conscientemente. E quando quebramos elos antigos é porque provavelmente apareceu outra pessoa que teve o dom de nos "arrancar" mais verdades ou mentiras que a antecessora. 

A diferença básica é que a verdade nos liberta e a mentira nos aprisiona, sendo que ambas têm em comum a grande probabilidade de nos amedrontar.

Tenho refletido muito à respeito de meus objetivos pessoais - alguns são bem concretos e tangíveis outros um tanto quanto surreais (como um sonho louco que sequer se consegue retratar com verossimilhança).

Quando eu era criança grande (me sentindo adulta) olhava as pessoas e o mundo como se assistisse a um filme onde todos os personagens eram toscos e o cenário monótono. - Meus livros (quase sempre escritos em séculos passados) eram bem mais interessantes que a companhia dos colegas. - Minhas músicas prediletas eram ridículas e fora de moda. - Meu gosto por roupas e acessórios causavam desgosto (até hoje espantam). Em suma eu não gostava deste planeta e nem me sentia parte integrante dele...

Durante minha adolescencia me sentia como se meu anjo-da-guarda tivesse me remetido (dum lugar qualquer no espaço) via sedex e eu tenha sido extraviada e - consequentemente - tivesse vindo párar aqui no departamento de achados e perdidos da Terra. Fiquei muito tempo esperando que um dia o filho-da-puta remetente viesse me resgatar.

Agora, anos depois, após tantas experiências acumuladas - acrescidas de potenciais rugas e trágicas celulites - sei que se me perco é tão somente dentro de mim.  Mesmo assim gostaria de voltar aos meus dez anos de idade e sentar na calçada - enquanto os meninos jogavam futebol na rua - e ficar só olhando para pernas e bundas (sem imaginar o tamanhos dos pênis - juro!)...

E este medo de definir "é isto que quero" - enquanto seguro "o que não quero" querendo soltar?! - As vezes sou tão racional que faço gráficos mentais e análise estatística de emoções e pessoas - como se eu pudesse mensurar o que é subjetivo e controlar o desconhecido.

Tudo isto dito só para mencionar que me sinto - momentaneamente - uma "indiota" (uma "índia" que vive numa aldeia  chamada "ota") que se comunica com a própria alma através de sinais de fumaça - em meio a um vendaval...

Imagem: betart.arteblog.com.br

segunda-feira, 11 de julho de 2011

SER BOAZINHA É UM TÉDIO!

Caramba! Como é chato tomar as atitudes corretas, como é sem graça ter que evoluir (compulsóriamente).
Estou arretada da vida! Esta porcaria de ficar estudando e seguir uma filosofia baseada em boa conduta moral e, como se não bastasse, ter consciência dos sacríficios que se tem que fazer em nome duma tal de reforma intima.

Estou tão mexida por dentro que mais pareço uma casa em reforma: tudo quebrado, tudo jogado, um poeirão danado; fora a poluição auditiva do zum-zum que ocorre em minha mente...

Sei que deveria estar contente com os bônus que adquiri e com as coisas e pessoas novas que trarei para meu convivio, entretanto minha zona de conforto insiste em manter-se inalterada. 

É importante ter uma certa comodidade, um lugar para descansar o esqueleto, um porto seguro como referência, uma pessoa eleita para a satisfação sexual (não estou falando de amor), outra eleita para diálogos prazerosos e inteligentes, outra eleita para brincar e falar bobagens, outra para conversar sobre a vida profissional, outra para ficar quieta só fazendo companhia - sem cobranças... Mas para juntar tudo isto numa só pessoa é necessário que nos tornemos, antes, o próprio ser a que almejamos. Tudo nesta vida é uma questão de sintonia! Ora, que eu vá pra "casa do chapéu" com esta constatação!

Estou contente por ter me tornado uma pessoa melhor! Estou convicta de que para eu ser medianamente feliz preciso melhorar... Aplicar "kaizen" em minha casa, em meu espírito e tudo o mais que as pessoas sensatas praticam... Mas protesto veementemente: como é  monótono ser boazinha! Aff!!!  

Imagem: eulasworld.blogspot.com