sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

FELIZ 2013!!!


“O pensamento tem poder infinito.
Ele mexe com o destino, acompanha a sua vontade.
Ao esperar o melhor, você cria uma expectativa positiva que detona o processo de vitória.
Ser otimista é ser perseverante, é ter uma fé inabalável e uma certeza sem limites de que tudo vai dar certo.
Ao nascer o sentimento de entusiasmo, o universo aplaude tal iniciativa e conspira a seu favor, colocando-o a serviço da humanidade.
Você é quem escreve a história de sua vida - ao optar pelas atitudes construtivas - você cresce como ser humano e filho dileto de DEUS.
Positivo atrai positivo.
Alegria chama alegria.
Ao exalar esse estado otimista, nossa consciência desperta energias vitais que vão trabalhar na direção de suas metas.
Seja incansavelmente otimista. Faz bem para o corpo, para a mente e para a alma.
É humano e natural viver aflições, só não é inteligente conviver com elas por muito tempo.
Seja mais paciente consigo mesmo, saiba entender suas limitações.
Sem esforço não existe vitória.
Ao escolher com sabedoria viver sua vida com otimismo, seu coração sorri, seus olhos brilham e a humanidade agradece por você existir.”  (As Uvas e o Vento, 1954) - Pablo Neruda.

E por não saber o que ou como dizer recorri ao escritor... Inúmeras vezes nossa alma é lida através de palavras já escritas e, por alguém, que jamais conhecemos.
O recomendado, ainda que inusitado e louco, é acreditar que nosso silêncio quebra barreiras de tempo - espaço - dimensão - e vai se alojar na pena (ou na mente) de alguém que o interpreta e transcreve. Assim, nada fica escondido, não existe privacidade de sentimentos e nossos pensamentos foram/são/serão reproduzidos (com uma verdade constrangedora) por outro ser como numa coexistência multidimensional.
Sinto que os deuses brincam de esconder dentro de nós e, por traquinagem ou proteção (espalhando e embaralhando a razão e a emoção humana) deixam partículas de uns dentro de outros. 
Assim começo a aceitar (o que a psicologia há muito explicava) que o que amamos ou condenamos  nos outros são pedacinhos de nós mesmos. 
imagem: dom7.com.br


quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

AUTO-RESPONSABILIDADE


"AUTO-RESPONSABILIDADE: é a crença de que você é o único responsável pela vida que tem levado, sendo assim, é o único que pode mudá-la." Paulo Vieira

Eu sou a única responsável pelas minhas vitórias. Eu sou a única responsável pelos resultados insatisfatórios que obtive. Meu intelecto e meu estado emocional são resultados de minhas vontades e atitudes. Meu livre arbítrio é um presente de Deus. Tudo o que me aconteceu, de ruim ou de bom, é/foi fruto de minha sintonia e padrão energético. Eu sou responsável pela minha vida e sou a única capaz de melhorá-la. Eu sou a única responsável pela minha comunicação e comunico vitória e alegria. Meu coração é bondoso e sensato; minha mente é equilibrada porque valorizo igualmente as minhas emoções e racionalidades. As aflições que surgem em meu caminho eu enfrento com perseverança e fé em Deus. Todos os ensinamentos de Jesus me direcionam ao amor: amando me curo, amando me liberto, amando me fortaleço, amando neutralizo o mal pensamento, amando me harmonizo com o universo, amando sou leal e sincera, amando faço o meu melhor e melhoro mais e mais à cada instante. 

Eu sou a única responsável pela minha vida! Eu sou a única responsável por fazer minha luz brilhar! Eu trilho o caminho do bem e do amor, tudo o que carrego comigo de benéfico permanecerá comigo e o que não me traz beneficio eu deixo ir - eu me desapego - eu liberto! Eu sou a única responsável pela limpeza e purificação de meus pensamentos! Eu sou a única capaz de mudar positivamente minha vida em todos os setores: familiar, espiritual, social, financeiro, profissional, amoroso, intelectual, etc. Eu decido ser feliz, eu decido amar, eu decido perdoar, eu decido ser livre, eu decido ser leal, eu decido ser serena, eu decido ser MELHOR, eu decido evoluir e aprender mais e sempre. 

Eu sou grata a Deus por (eu) ter discernimento e prudência. Eu sou grata por poder ver e sentir. Eu sou grata por     ter uma família. Eu sou grata pelo amanhecer e o cair da noite, e sou grata por todas as possibilidades de fazer do meu dia - o dia perfeito, o dia dedicado ao trabalho e ao deus que habita meu ser. Eu sou grata pelas flores e árvores e pássaros que estão em meu trajeto diário, agradeço à dona de casa que cuida de seu pequeno jardim, agradeço ao motorista que me cede a vez no trânsito e àquele motorista agitado que me chama à necessidade de redobrar a atenção e rezar. Eu sou grata aos desconhecidos que me acenam e sorriem. Eu sou grata por ter vencido o medo de assombrações. Eu sou grata por confiar minha alma e meus anseios à Jesus e pela certeza de saber que sou acolhida por Ele. Graças a Deus!
Eu sou grata por ser AUTO-RESPONSÁVEL! 

terça-feira, 13 de novembro de 2012

INVESTIGAÇÃO PSICOLÓGICA


Sinto um cansaço imensurável, de ceder, de dar de mim a outro ser. O amor, uma bela paisagem ao longo da estrada, com a proximidade perde-se o todo, à imagem grandiosa de antes se destacam as pequeninas partes e os muitos pormenores, então, desejo o regresso, sinto falta da estrada. Como ser romântico sem desencantar e entediar o amor? - Anna Araújo

“O amor romântico é como um traje, que, como não é eterno, dura tanto quanto dura; e, em breve, sob a veste do ideal que formamos, que se esfacela, surge o corpo real da pessoa humana, em que o vestimos. O amor romântico, portanto, é um caminho de desilusão. Só o não é quando a desilusão, aceite desde o princípio,  decide variar de ideal constantemente, tecer constantemente, nas oficinas da alma, novos trajes, com que constantemente se renove o aspecto da criatura, por eles vestida.” - Fernando Pessoa.

Às vezes sou mordaz e cruel: prefiro o humor sarcástico, o silêncio às sinfonias, espinhos e dedos que sangram, amar e matar o sentir. Não quero ser insensível. - Anna Araújo

"O mundo é de quem não sente. A condição essencial para se ser um homem prático é a ausência de sensibilidade." - Fernando Pessoa

Percebo em mim: uma inadaptabilidade ao mundo, um universo na mente e um tormento - particular - de querer e não poder estar só. Quero ser livre, não solitária. - Anna Araújo

"A liberdade é a possibilidade do isolamento. Se te é impossível viver só, nasceste escravo." - Fernando Pessoa

Quero viver um grande amor, ter histórias para contar aos meus netos.  - Anna Araújo

"A vida prejudica a expressão da vida. Se eu vivesse um grande amor nunca o poderia contar." - Fernando Pessoa

Abri meus armários,  vasculhei minhas gavetas, vesti sentimentos antigos - no espelho - já não os reconheci, descartei angustias, senti náuseas da naftalina e expeli velhas e corcundas culpas, queimei roupas rotas e rasguei sorrisos fingidos, reorganizei vibradores e chicotes - irei doá-los qualquer dia destes, fiz as malas, tranquei todas as portas e sai sem olhar para trás. Aonde vou, não sei. Temo não ter sentido o caminho. - Anna Araújo

"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos." - Fernando Pessoa

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Pollyanna

Quando não importar mais, ainda assim...
Quando não mais desejo ou repulsa, ainda assim...
Quando nenhuma lembrança in/voluntária, ainda assim...

Ainda assim, metafisicamente, sempre!
Pior que torcicolo: guilhotina.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

INVEJA

A moça usava calcinha com enchimento para aparentar ter mais e maior bum-bum do que possuia; e dançava: rodopiava e se requebrava encantadoramente a jovem magrela!

A velha sambava e sorria; sorria e sambava: sambava bem a gorda senhora!

O homem era alto e simpático, tinha a levada e a pegada: dançava, dançava com todas o quase-bonito e gentil cavalheiro!

Eu: bastante bunda, sorriso largo, gorducha, simpatia e gentileza, mas dançar - dançar? não danço não...

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

PLATAFORMA OU PONTE?

Fiz uma lista enorme do que me  falta; organizei tudo o que tenho; não há mais espaço a preencher.

Fiz nova reciclagem emocional; resiliência intestinal; desfiz moldes; amassei formas; repensei distâncias e roguei pela anistia do super (super-eu, super-alto, super-tudo).

Questionei a filosofia corporativa partidária e o orifício anal rompido: ambos em sentido reto! Procurei esquecê-los e fui, fui além, sem mais tempo a perder.

De tantas fiz poesia, dormi e acordei verso, para quê? Cobicei rosas e prazeres espinhos; descansei em jardim alheio e bebi orvalho agridoce (a melhor sensação de sangue e vida).

Defendi malfeitoras; repeli divindades! Acendi incensos para  talvez atrair amor, talvez dinheiro, talvez paz, talvez renovação espiritual. Conquistei grandes feitos, distraí fumaça, brinquei fumaça, acreditei fumaça... Obtive dos incensos muito mais que fumaça, fogo; fogo perfumado correndo na veia, o ardor fé!

Tive a certeza do muito por fazer, pessoas a conhecer, amigos a rever, necessidade de chuva no rosto, dias frios com chocolate quente, por de sol no mar...

Sei donde vim mas, também sei, mapeei caminhos os quais não voltarei a passar. Tive sempre um gosto crônico por dualidades, é fato. Ainda não sei de minha preferência, se plataforma ou se ponte. Me beneficio da não decisão! Nos dias ponte: eu plataforma! Nos dias plataforma: eu ponte! E alegria transeunte!!!



sábado, 28 de julho de 2012

CONTRASTES DE IGUAIS

Ela me olhava insistentemente! Eu a olhava de soslaio!
Ela sorria tentando contato! Eu acenava fingindo menos interesse!

Ela se foi, me olhando e sorrindo!
A minha graça acabou ali!

Alguém me deu o telefone dela!
Eu imediatamente...

Nós, beijo!
Arrepios na espinha, frenesi e chama!

Ela poderosa!
Eu finjo ser!

Ela apaixonada!
Eu atenciosa!

Ela tagarela e espalhafatosa!
Eu calada (e as vezes surda)!

Ela ilusão, eu ressaca!
Revezamos: descaramento e timidez!

Uma humana, outra, exata...

terça-feira, 17 de julho de 2012

UFA!

Tempo todo preenchido, agenda cheia, compromissos extras, convites recusados.
Vontade fica, precisa ir, anda, apressa o passo, eu atrás. 


Eu atrás: cansada!



"...Derrame-me a Natureza sobre a cabeça ardente
O seu sol, a sua chava, o vento que me acha o cabelo,
E o resto que venha se vier, ou tiver que vir, ou não venha." 
(Tabacaria-Álvaro de Campos)

terça-feira, 26 de junho de 2012

PARA QUE?

Para que? - É uma sábia pergunta que aprendi há muito tempo, gosto dela por causa da conotação filosófica. Esta questão me soa tão natural quanto dizer alegoria e carnaval, sol e poente, lua e estrela, céu e inferno.
Quando estou me sentindo no céu o "para que" tem o poder de me acautelar para não chegar ao extremo oposto desta sensação; quando me sinto no inferno o "para que" me faz rir, é como se fosse a melhor maneira de rir de mim - e repito e relepito a pergunta até chegar a uma resposta simples. 

terça-feira, 29 de maio de 2012

ESTOU ENCOROANDO!

No auge dos meus 36 anos, fico um pouco assombrada com o fantasma do "enta" (quarenta-cinquenta-sessenta-setenta-oitenta-noventa) porque ele significa contagem regressiva acelerada para o declínio físico. 

Estar coroa é período usual para repensar alimentação, vícios, sexualidade, patrimônio almejado, família, conhecimento, moral, sanidade mental... É o tempo versus prioridades versus necessidades versus sonhos versus possibilidades e fim.

No espelho: dois ou três fios de cabelos prateados e lindos (não fosse a porcaria da vaidade jamais os arrancaria como ervas daninhas no jardim); marcas de expressão aprofundadas; pelos que parecem ter crescido e escurecido (mas que nada - foi a pele que murchou e ficou mais pálida); as olheiras que continuam as mesmas começam a me atrair exageradamente; a lei da gravidade agindo em meus peitos é um espetáculo à parte. 

Sem contar o fígado prejudicado por 21 anos de batatas-fritas, caipirinhas, pastéis de feira, filé à parmegiana e raiva mal digerida (mas isto não deu para ver no espelho), tudo isto  está manifestado na prateleira dos remédios que aos poucos tomam o lugar dos badulaques e enfeites.

Estou mais sensível aos ambientes e energias externas e menos tolerante ao baixo astral (seja o meu ou de quem quer); meu eu interior está sendo reestruturado, é como um festival de muro-de-arrimo para compensar o alicerce mal elaborado do passado; meu racional está mais latente e meu emocional rmais resiliente. Neste último quesito quisera eu assim permanecesse!

Acredito sinceramente que estou me tornando uma "coroa" de futuro. Se temo a velhice? - Ora, verdade seja dita, nasci mentalmente velha (mas não ultrapassada) e quanto mais rugas adquiro menos estranha a mim me torno... Se temo a vellhice? - Temo o desalinho do tempo: rejuvenescer mentalmente num corpo que definha. SE TEMO A VELHICE? -  ESTOU ENCOROANDO!!! E não quero mais falar sobre o assunto.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

TÔ SENTINDO FALTA DUM MACHO EM CASA!

TÔ SENTINDO FALTA DUM MACHO EM CASA! (isto mesmo, não é piada, tô gritando aos quatro ventos esta carência).

Pleno outono, um frio de doer, fui tomar meu banho noturno e o porra do chuveiro queimou bem na hora em que eu estava tirando o condicionador do cabelo. Aquela sensação de corpo quente e ducha gelada nas costas me fez sorrir (tremenda sorte!), desliguei o bendito e logo dei a triste noticia a minha mãe (coitada, ela sim tava lascada à moda paraibana).

Os homens que aqui frequentam não estão disponiveis durante a semana (o que para mim é maravilhoso). Daí fiquei pensando que minha mãe bem que podia se casar novamente; eu não, eu prefiro tomar banho gelado no inverno (acho que tem uma música que fala quase isto) à ter um homem dentro de casa. Agora, se o taludo fosse MACHO, se ele fosse macho de verdade eu poderia até mudar de idéia.

Eu tô sentindo falta dum macho - feito meu avô - em casa, ele não era um velho, era um homem que honrava com a palavra, que provia o lar, que tinha autoridade moral para repreender os filhos, um cara de poucas palavras e muitas atitudes dignas... Além disto, um homem que (embora não precisasse) manejava a enxada e cuidava do sitio com esmero, um comerciante bem sucedido e respeitado em nossa cidade, que executava trabalho de macho sem jamais tentar delegá-los à minha vó ou a qualquer outra mulher, um sertanejo forte sem conhecimento em literatura.

Meu avô!!! Tô sentindo falta é do meu avô!!! Mas se o velho Severino Matias estivesse aqui não iria saber trocar a resistência do meu chuveiro não! rs. Lá no sítio não havia luz elétrica! kkkk

Ouvindo meu resmungo, ele iria dizer: "óia fia, ali tão os graveto pra módi acende o fogo, ali tá o fugão, pendurada ali a panela de aluminho, acolá tá a água é só puxa cum baldi, issu tudu se ocê quizé tumá um bãim quenti. Mais ói fia, si quizé si porpar é só tuma bãi frio, então, ali tá a cuia só farta a fia puxa a àgua".

Diante disto, a carência já passou, hoje vou "mi banhá" em homenagem ao macho mor da minha vida (meu avô querido). Como os tempos são outros, vou abrir o registro e usar a duchinha donde irão sair pequeninos jatos d'água como se fossem chuviscos do céu e (como aprendi com minha amiga Carla) vou lavar só o que vou usar: os olhos! kkkkk...

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Pelo Amor!

Um pequeno grupo de amigos nos reunimos para um almoço informal. No prato de salada, pelo  - agora sem  acento circunflexo, encontrei um pelo de gato ou cachorro tanto faz. Um inofensivo  p e l o  quando grudado na roupa - tudo bem, mas num prato de salada - que nojo.

Uma vez fui a um churrasco e quando passei meu pedaço de aurora na farinha, achei um pelo... Éca! Consigo conviver com a pelagem de meus bichos (contanto que não seja na cozinha ou sala de jantar, menos ainda em meu prato), no entanto a dos bichos alheios me causam repulsa onde quer que estejam.

Nesta história um ponto que quero ressaltar é o amor e seu poder. Outro ponto é a questão da posse e da supervalorização. Quase sempre o que é nosso tem maior valor que o do outro (não é incorreto vez em quando pensar assim), porém devemos compreender que inumeras vezes o outro seremos nós.

Daí pensei: este pelo é do meu cachorro, escondi o dito cujo embaixo duma folha verde, comi a salada à moda pintinho (uma garfadinha e uma olhadinha para o céu: "Deus me ajuda a engolir!").E ainda assim há quem duvide do foder dum pelo, opa, do poder do amor...rs

quarta-feira, 14 de março de 2012

Mangia - Liberdade Cigana!

Água perrier e Château Latife Rothschild 1787. Conjunto com brincos, delicado colar e anel de brilhantes numa diva elegante de olhos claros. Pele macia, lábios molhados e olhar penetrante. Corpo de mulher, ancas fortes, dentes brancos e sorriso largo. Emoção, leveza, cordialidade e rebeldia juvenil.
Tantos atributos poderosos e felinos: sedução, alegria, jovialidade, juventude, frescor, cheiro de virgem, mulher fatal... Sexo voraz!
Companheirismo, carinho e atenção. Insensatez, imprudência, aventura e gargalhar. Tudo exposto e nada se pode tocar, é a lei, é a paga! Beber na fonte e morrer de sede; não se pode tocar harpa no inferno e meter-se a anjo em covil de loba. Ou se pode, e se deve, e se aceita: é assim!
Anjo obsceno de pele alva e lábios carnudos. Menina inocente de bumbum arrebitado. Profissional dedicada e inteligência bem aproveitada, com foco e meta estrategicamente traçada à fibra e garra.
Meiguice e solicitude, botão de rosa colombiana: grande, intensa, sexy, frágil e vida. Vida, vida, vida!!!
Plenitude, barco à vela em mar bravio, menina a empinar pandorga no olho dum tufão: o vento sopra-lhe os cabelos e o olhar infantil a contrastar com a boca vermelha (batom à Moulin Rouge).
Moça - daria meu diploma, menina - daria meu colo, amiga - daria meu calor, mulher - dar-lhe-ia tudo... Tudo por tua atenção, ainda mais por teu sorriso, o infinito por tua voz ao meu ouvido, minha alma para tocá-la.
Sou homem feito, sou menino esperto, sou malandro e belo, sou moderno e sagaz, sou truculento e arrogante, sou feio e inteligente, bebo pouco, rezo muito, pago dizimo, planejo e aconteço, ato e consumo, sou bobo e animado, sou macho, sou homenzinho, sou vivido... E todos os que sou ajoelham-se e clamam aos céus: queremos poder adorá - la!
Os deuses riem-se e brincam conosco...Se tu, adorada, soubesse e quisesse usar do teu poder para nosso mal, ainda assim (ainda assim) correríamos o risco e nos aproximaríamos de ti. Nossa desdita, nossa recompensa: adorar-te! Proteger-te! Ter-te por perto! E se nos conceder a honra, nossa satisfação: olhar-te, devorar-te, amar-te Heloisa Mangia. 
Reverenciamos: tua liberdade cigana, teus mistérios, tuas raízes, tua matéria, teu Espírito...

quinta-feira, 1 de março de 2012

LEIS DIVINAS

P rogresso
I gualdade
L iberdade
A doração
S ociedade
T rabalho
R eprodução
A justiça, o Amor e a Caridade
D estruição
C onservação

Dentre todas as leis divinas, a mais importante:  a lei de justiça, amor e caridade - é através dela que o homem pode avançar mais na vida espiritual, porque ela resume todas as outras (LE - livro III).

Dois mil e doze, ano bissexto, dia 29 de fevereiro: tudo está maravilhosamente correto. Estou em pleno processo de evolução, vim a este planeta em transição com meu potencial elevado de trabalho para o bem...

Sei que todos somos iguais, que não há diferença entre os seres humanos, que todos os seres orgânicos e inorgânicos formam a escala evolutiva pela qual todos passamos.

Exerço minha liberdade, sabendo que não há liberdade absoluta pois vivemos em sociedade e sei de minha interdependência - visto que sozinha nada sou ou nada tem sentido de ser.

Estou convicta de que o trabalho é o meio mais apropriado e eficaz de aparar minhas arestas morais e, também, o meio correto de colocar em pratica o que intelectualmente já consegui alcançar - utilizando minha força motriz em prol de meu semelhante e do bem comum.

Oro a Deus para que eu possa compreender seus designios e suas leis, bem como praticá-las - exercendo meu livre arbítrio e respeitando meu degrau, minha posição atual na escalada rumo ao bem maior.

Que eu saiba aceitar tudo o que estiver fora de minha compreensão, se isto for o melhor para mim, caso contrário que meu impulso pela justiça e pelo bem da humanidade façam de mim uma perseverante irremediável.

Sou grata por esta luz que guia meu coração e propicia uma trégua ao meu lado sombrio. Que esta luz permaneça em minha mente, estimule minha caminhada, faça com que minha voz emita boas energias, auxilie para que meus dias sejam abençoados.

Deus, sou-lhe sempre grata. Que suas leis, gravadas em minha consciência, me ajudem hoje e sempre.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

DESLEALDADE

Antes, em casa...
Dei de beber em seu copo predileto,
mostrei o quadro que pintei no natal.

Contei a história do nosso primeiro móvel,
Ofereci o licor que você ganhou de sua mãe,
Ouvimos músicas e folheamos seu jornal.

A beijei brevemente no corredor e nos sentamos no sofá novo,
Apresentei nosso canto de leitura, nosso cachorro, nosso jardim,
Passei um pouco do seu perfume e fomos embora.

Depois, naquele shopping perto do seu trabalho...
Ela quis assistir àquele filme que você está com vontade de ver desde o carnaval,
Juro, foi tudo o que aconteceu no dia que levei minha amante à nossa casa.


culturamix.com


quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

FLAGELADO


Sugaste féu de minhas entranhas;
Num golfar grotesco espeliste teus anseios em meu peito cansado;
Arranha minha pele com tuas unhas negras e faça meu peito descansar outra vez...


A dor que me causa, as agruras a que me submeto são para agradar-te;
                                                  A espera é veneno que mata lentamente...
Ante esta desdita, minha carne treme e implora: arrebata-me!


Venha de uma vez por todas e me possua,
Ondas gélidas de saudade invadem meu sangue;
Faça com que estas ondas se tranformem em calor, calor nas tuas mãos.


  By Anndéia  


 

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Eclipse de-Mental

Tive receio, não, tive medo; verdadeiro pânico de não voltar a escrever. Lembrando de "Cartas a um Jovem Poeta - de Rainer Maria Rilke", eu posso dizer que morreria se me fosse vedado escrever. Estou dizendo isto porque fui acometida, recentemente, por uma doença que me tirou o ânimo de escrever. Vou lhe contar...

Há pouco tempo minha existência passou por grandes tormentas, enormes catástrofes naturais, inundações terríveis..., enfim algo que meu espírito traduz como "Estado Lastimável de Cólera e Loucura (ELCL)".

O ELCL me arrebatou, levou para longe minha serenidade, tirou minha vontade de sorrir, surrupiou descaradamente meu poder de discernimento, arrefeceu minhas forças físicas, tornou minha mente um banheiro de botiquim de quinta categoria, me cegou, aniquilou e zombou de  meu auto-controle.

Como, por Deus, encontrar beleza e relevância em expressar tamanho prazer na sede de vingança e na vigorosa força motriz da revolta; tamanha revolta que se médica fosse portaria no bolso do meu jaléco uma faca para matar moribundos. Tão tola que seria capaz de beber veneno para lombriga descomida; absurdamente insana que me armaria de flechas para atingir beija-flores; sádica, que acenderia dinamite entre meus dentes.

A cólera me proporcionou a imensa satisfação de saber que posso ser tão perigosa quanto um animal ferido e encurralado; saber que meus pensamentos podem ser bem piores que canto lírico numa balada eletrônica, ou ainda, meus atos mais desconexos que oferecer luneta a um cego. 

Lástima maior é sentir pena de si mesma, porque querer ser digna de pena é tão comum e tão, proporcionalmente, de mal gosto quanto pagar para ver um show do Luan Santana.

Quanto a loucura, insisto em vê-la de forma positiva, ela é minha salvação. A loucura é o que proporciona aos seres insatisfeitos fugirem de sí mesmos, sairem dos padrões, esquecerem-se de lembrar do fardo a carregar; etc. A loucura é a única possibilidade de eu ser inocentada ao praticar o inapropriado... No entanto, o risco de permanecer louca é o que preocupa.

Desta feita, já covalescente, tenho consciência plena que aos seres quase normais (como eu) resta apenas a grata certeza de saber que podemos ser sequestradas emocionalmente a qualquer momento (kkkk). 

Sei muitas coisas, agora que meu ELCL passou:  sei que não escrever é minha sentença de morte; sei que os sentimentos negativos também são - evidentemente -um pedaço de mim e sei que insistir em negá-los seria como me acovardar e me submeter ao domínio do mal dentro da prisão chamada culpa. 

Existe a sombra, aceito, mas minha mente prefere a luz!

domingo, 1 de janeiro de 2012

Anita Mulher! Eu anta!

Anita saiu de casa aos 14 anos de idade. Havia se apaixonado por uma mulher mais velha e simplesmente resolveu partir. Imagino a reação de descontentamento de seus parentes, principalmente seu pai - a quem ela tanto admira, contudo na época nada poderia ser feito para impedi-la, a menina era precocemente mulher e lésbica, ponto.
Mulher de grandes gestos e atitudes, voz leve com entonação firme - sabe usar muito bem os pequenos intervalos de silêncio e ao dialogar faz - vez em quando - um olhar perdido no horizonte como se estivesse considerando se o que ouve deve ser realmente levado em conta de importância.
Tem coxas grossas, quadril largo, cintura bem delineada, seios medianos, mãos grandes, dedos grossos, cabelos castanhos com mechas louras; olhos, nariz e lábios desenhados com perfeição e harmonia. Aliás, foram seus olhos e lábios que me fizeram perder a noção de tempo e espaço naquela noite...
A ex-namorada dela foi embora para Madri, como a história cantada numa música  sertaneja da moda, deve ser por isso que a beldade sai prum happy-hour às sextas-feiras para ouvir pagodão e samba. Ninguém é perfeito, credo, minha musa gosta de pagode e acompanha as letras com olhos brilhantes e "voz-de-taquara-rachada" (segundo sua própria definição).
Anita adora pessoas, não consegue se ver num ambiente onde não possa interagir; cursa psicologia porque atua em gestão de pessoas. Tem 22 anos de idade, já foi casada, terminou seu último relacionamento há 5 meses e confessa que tem muito medo de sofrer. Este medo a fez bloquear-se afim de proteger seu coração! 
Percebi que não é do tipo de pessoa que se entrega facilmente às emoções, fica sempre alerta e reserva lugares (na vida das pessoas) perto da saída de emergência - qualquer sensação de perigo a faz bater em retirada. Ela me disse que este bloqueio que possui, também é um dos motivos que a fizeram cursar psicologia (embora em seguida tenha desmentido este espontâneo comentário) e que o curso a fez melhorar e ampliar seus horizontes de compreensão sobre si mesma.
Anita, entre razão e emoção, prima pela razão. Disse que não é do tipo "mulher-fácil", só beija no terceiro ou quarto encontro e nisto eu sei que não foi verdadeira. Mas atenuo este ato-falho, acontece que o ideal para ela seria sair algumas vezes, conversar, fazer amizade, para depois - sim - beijar alguém; porque para ela o beijo é uma atitude de muita intimidade e elevada importância. "Não é assim, garota?"-rs.
Vou dizer o que penso do beijo: é ponto inicial dum relacionamento intimo, quando há amor é um reencontro de almas.  Entretanto, quando estamos emocionalmente carentes, um beijo pode ser a mensuração de nossa alegria e auto-estima: tô na merda, hoje não beijei ninguém; ou tô revigorada, beijei à beça.
Naquela noite eu estava acompanhada, mas não pude deixar de notar Anita. Tive vontade de conhecê-la, saber seu nome, seus gostos, ouvir sua voz, saber sua idade, conhecer seu amigo... Quando fui embora lhe dei um aceno e pronto.
Passada uma semana, voltei ao mesmo local no intuito de encontrá-la e encontrei. Obtive todas as informações que pude - num primeiro instante -conseguir ao seu respeito; mas houve algo que me fez ruminar como uma égua no pasto, foi um fato indigesto que observei. A moça, tão sexy e felina, gosta de mulheres (afirmou), mas sempre namorou aquelas mulheres meio-machinhos. A vi conversando com uma destas mulheres que (infelizmente, admito) me desanimam a libido, assim como me desanimam homens que coçam as partes baixas em público. 
Sinceramente não sei onde me encaixo neste velho mundo bissexual, talvez tudo seja bem simples e eu (que faço tanto drama) esteja querendo racionalizar demais. A questão que sempre me interessou foi o prazer e a auto-realização de exercer a minha sexualidade de maneira livre, livre inclusive de preconceitos, porém vez enquando ainda me pego em desvios mentais incompativeis com o meu agir liberal.
Blefei e iludi a mim mesma! Anita, você é melhor que eu!

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