quarta-feira, 9 de maio de 2012

TÔ SENTINDO FALTA DUM MACHO EM CASA!

TÔ SENTINDO FALTA DUM MACHO EM CASA! (isto mesmo, não é piada, tô gritando aos quatro ventos esta carência).

Pleno outono, um frio de doer, fui tomar meu banho noturno e o porra do chuveiro queimou bem na hora em que eu estava tirando o condicionador do cabelo. Aquela sensação de corpo quente e ducha gelada nas costas me fez sorrir (tremenda sorte!), desliguei o bendito e logo dei a triste noticia a minha mãe (coitada, ela sim tava lascada à moda paraibana).

Os homens que aqui frequentam não estão disponiveis durante a semana (o que para mim é maravilhoso). Daí fiquei pensando que minha mãe bem que podia se casar novamente; eu não, eu prefiro tomar banho gelado no inverno (acho que tem uma música que fala quase isto) à ter um homem dentro de casa. Agora, se o taludo fosse MACHO, se ele fosse macho de verdade eu poderia até mudar de idéia.

Eu tô sentindo falta dum macho - feito meu avô - em casa, ele não era um velho, era um homem que honrava com a palavra, que provia o lar, que tinha autoridade moral para repreender os filhos, um cara de poucas palavras e muitas atitudes dignas... Além disto, um homem que (embora não precisasse) manejava a enxada e cuidava do sitio com esmero, um comerciante bem sucedido e respeitado em nossa cidade, que executava trabalho de macho sem jamais tentar delegá-los à minha vó ou a qualquer outra mulher, um sertanejo forte sem conhecimento em literatura.

Meu avô!!! Tô sentindo falta é do meu avô!!! Mas se o velho Severino Matias estivesse aqui não iria saber trocar a resistência do meu chuveiro não! rs. Lá no sítio não havia luz elétrica! kkkk

Ouvindo meu resmungo, ele iria dizer: "óia fia, ali tão os graveto pra módi acende o fogo, ali tá o fugão, pendurada ali a panela de aluminho, acolá tá a água é só puxa cum baldi, issu tudu se ocê quizé tumá um bãim quenti. Mais ói fia, si quizé si porpar é só tuma bãi frio, então, ali tá a cuia só farta a fia puxa a àgua".

Diante disto, a carência já passou, hoje vou "mi banhá" em homenagem ao macho mor da minha vida (meu avô querido). Como os tempos são outros, vou abrir o registro e usar a duchinha donde irão sair pequeninos jatos d'água como se fossem chuviscos do céu e (como aprendi com minha amiga Carla) vou lavar só o que vou usar: os olhos! kkkkk...

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