quinta-feira, 30 de agosto de 2012

PLATAFORMA OU PONTE?

Fiz uma lista enorme do que me  falta; organizei tudo o que tenho; não há mais espaço a preencher.

Fiz nova reciclagem emocional; resiliência intestinal; desfiz moldes; amassei formas; repensei distâncias e roguei pela anistia do super (super-eu, super-alto, super-tudo).

Questionei a filosofia corporativa partidária e o orifício anal rompido: ambos em sentido reto! Procurei esquecê-los e fui, fui além, sem mais tempo a perder.

De tantas fiz poesia, dormi e acordei verso, para quê? Cobicei rosas e prazeres espinhos; descansei em jardim alheio e bebi orvalho agridoce (a melhor sensação de sangue e vida).

Defendi malfeitoras; repeli divindades! Acendi incensos para  talvez atrair amor, talvez dinheiro, talvez paz, talvez renovação espiritual. Conquistei grandes feitos, distraí fumaça, brinquei fumaça, acreditei fumaça... Obtive dos incensos muito mais que fumaça, fogo; fogo perfumado correndo na veia, o ardor fé!

Tive a certeza do muito por fazer, pessoas a conhecer, amigos a rever, necessidade de chuva no rosto, dias frios com chocolate quente, por de sol no mar...

Sei donde vim mas, também sei, mapeei caminhos os quais não voltarei a passar. Tive sempre um gosto crônico por dualidades, é fato. Ainda não sei de minha preferência, se plataforma ou se ponte. Me beneficio da não decisão! Nos dias ponte: eu plataforma! Nos dias plataforma: eu ponte! E alegria transeunte!!!



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