quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Wagner Pires:  o mago das noites estreladas, o sorriso mais tocante (sarcástico e puro),  nobreza  plebéia cativante, cabelos grisalhos e juvenis que revelam a luz prateada de agitada alma; por fora, quanta mansuetude.
O amo: amo no sentido contrário, com minha ausência, meu silêncio, minha serenidade, minha ousadia pagã, meu pedestal de monstros, minha cruz de neon piscante onde prostradas prostitutas sorriem ou choram a pouca paga de seus enormes pecados.
O amo: no sentido reto, como quando assumimos prazeres anais; no sentido torto, como corpos contorcidos num orgasmo múltiplo. 
Você que sempre me toca, nesta vida, a distâncias seguras, noutras vidas devo ter te amado, pois quando o leio minha carne vibra e o prazer é latente. Na tua racionalidade transgressora e na tua loucura verossímil, eu  reconheço a fala brilhante e espontânea dos que se apropriam e desapropriam de si. 
Bebo tuas palavras! Bebo-as como se fossem mulheres nuas e as absorvo como se fossem homens em riste.  Tua inteligência me atordoa, tuas nuances têm todos os tons, teus textos me fazem acreditar que palavras escritas são agulhas quentes que tatuam e colorem à tinta-vida, à tinta-mente, à tinta-amor. Por isso, Wagner, o amo entre caretas e gemidos! Beijos meu escritor, pis-cadelas meu poeta!


Imagem:exposição São Paulo Mon Amour-http://sp-arte.aonde.org

Um comentário:

  1. Tudo em mim vibra quando te leio. Tudo em mim fica a mil. Te adoro, Ana, amada de tanta vida. Se nesta ou se em outras, todas. Abração,

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