quarta-feira, 19 de junho de 2013

Vou perguntar ao meu sobrinho: AMOR É COMERCIAL DE MARGARINA?

Nunca fui boa em quebra-cabeças, sempre preferi as imagens e paisagens inteiras. Esta coisa de pegar as pequenas peças e me concentrar para montar o todo me agonia. Minha mente não me auxilia, ao contrário, porque minha impulsividade me atrapalha. Só penso nisto como burrice minha quando observo meu sobrinho, ágil e esperto, montando os quebra-cabeças dele (ele tem quatro anos). 
É que tenho mais facilidade de observar somente o macro e para chegar ao micro tenho sintomas de dislexia e azedume de humor.  
Pergunto-me qual é a forma correta de ver, dimensionar e projetar o mundo, como resposta, me lembro da música cantada por Milton Nascimento ( "o trem que chega é o mesmo trem da partida..."), sendo assim, acredito que há que se fazer os dois trajetos percorridos pela ação do fluído cósmico universal e a fração humana que habita a terra...rs... (pausa paranóica). Ou seja, ambos são importantes, o micro e o macro, para que possamos compreender a nós mesmos, o poder dos sentidos sobre nossa percepção e direcionamento e, para nos conhecermos melhor precisamos pensar o grande e o digerir o pequeno. 
Precisamos uns dos outros, meu sobrinho de mim para chamá-lo atenção ao todo da imagem e eu dele para aprender onde as peças se encaixam. 

No amor deve ser assim também: enquanto um cuida de arrumar a cama o outro faz o café, mas na imagem que projeto, ambos estão sempre juntos à mesa e a casa está sempre arrumada como num passe de mágica.


quinta-feira, 13 de junho de 2013

NUA

Eu nua no espelho da casa do Wagner!? (http://garrafaplastica.blogspot.com.br/hoje,aqui.12/06/2013).
- Fiquei imaginando a cena: eu gordinha, tetas caídas (bem bicho vaca), pele brannncaaa, sorriso largo, olhos brilhantes e descarados... No começo assusta, depois fico bonita pra caramba, é quase uma auto hipnose. Gosto muito de ser eu,  me sinto bem comigo e espírito habito meu corpo com conforto e alegria.

Daí me lembrei do dia que fomos eu, Silvana e nossa amiga Amarela a uma praia de nudismo no nordeste... Fiquei tão excitada e feliz que fiz xixi e fiz um rastro que mapeou meu caminho até o mar. Lá as ondas batiam e subiam batendo dos pés ao pescoço, nas partes intermediárias quando batiam, uau! Será que transei com o mar? Mas o melhor veio depois, não contentes com a naturalidade de estarmos peladas numa praia de nudismo (o politicamente correto), fomos nadar ao final da tarde, com um pôr de sol maravilhoso, bem no finalzinho duma praia comum... As idiotas acreditávamos que ninguém nos veria, e fez-se uma parede de homens que gritavam e mexiam conosco...kkkk. Tivemos que ficar lá bastante tempo esperando eles irem embora e, rezando para que não levassem embora nossas roupas. Na volta, a estrada em breu total, nosso buggy com pouca gasolina e nós logicamente rezando novamente, quando olhamos para o céu... Desligamos o carro, estrada cercada de mato por todos os lados e, Deus acendeu todas as estrelas do céu para nós. Aquele céu preencheu nossa alma de espanto e agradecimento. Não me lembro dum dia, depois deste, que eu tenha sido tão feliz e banhada da presença de Deus. Comunhão total com meu corpo, minha mente, meu coração e VIDA ao redor e além. Obrigada meu amigo, você me ajudou a reviver tudo isto.