quarta-feira, 19 de junho de 2013

Vou perguntar ao meu sobrinho: AMOR É COMERCIAL DE MARGARINA?

Nunca fui boa em quebra-cabeças, sempre preferi as imagens e paisagens inteiras. Esta coisa de pegar as pequenas peças e me concentrar para montar o todo me agonia. Minha mente não me auxilia, ao contrário, porque minha impulsividade me atrapalha. Só penso nisto como burrice minha quando observo meu sobrinho, ágil e esperto, montando os quebra-cabeças dele (ele tem quatro anos). 
É que tenho mais facilidade de observar somente o macro e para chegar ao micro tenho sintomas de dislexia e azedume de humor.  
Pergunto-me qual é a forma correta de ver, dimensionar e projetar o mundo, como resposta, me lembro da música cantada por Milton Nascimento ( "o trem que chega é o mesmo trem da partida..."), sendo assim, acredito que há que se fazer os dois trajetos percorridos pela ação do fluído cósmico universal e a fração humana que habita a terra...rs... (pausa paranóica). Ou seja, ambos são importantes, o micro e o macro, para que possamos compreender a nós mesmos, o poder dos sentidos sobre nossa percepção e direcionamento e, para nos conhecermos melhor precisamos pensar o grande e o digerir o pequeno. 
Precisamos uns dos outros, meu sobrinho de mim para chamá-lo atenção ao todo da imagem e eu dele para aprender onde as peças se encaixam. 

No amor deve ser assim também: enquanto um cuida de arrumar a cama o outro faz o café, mas na imagem que projeto, ambos estão sempre juntos à mesa e a casa está sempre arrumada como num passe de mágica.


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