terça-feira, 30 de julho de 2013

SINAIS

Louca que fui,
Acreditei em dominio próprio,
Quando de próprio nem patrimônio tenho.

Feliz que sou,
Não pude conter sentimentos,
Acreditam em jejum e devoção,
Quanto menos os alimento mais energia.

Certamente não me entrego sem luta;
Quanto mais queda de braço
Mais proximidade e sintonia.

O humano cansaço deitou-me em duros solos,
Acima do nível do mar, abaixo do nível de amar; 
Desisti de ter, desisti de ser, desisti de sentir,
Desisti de lutar... 

Nessas descontruções,
Encontrei outros sentidos, outras sinalizações,
Menos o PARE.


domingo, 28 de julho de 2013

POR VOCÊ EU VIM!

Há quantas caminha a humanidade em mim? Qual a profundidade de suas raizes em mim? Que tanto de raízes posso arrancar destes sentimentos sem comprometer os melhores frutos de minha existência atual?

Preciso mesmo de uma terapeuta para compreender o que é  inútil e ineficaz? Quantas vezes já disse estar cansada e, mesmo assim, não me permiti parada para refazimento? De que tanto de paz se refaz um sonho? Quantas histórias diferentes podemos vivenciar dentro da nossa?

O melhor amor é o que passou ou o que ainda poderá surgir? Quantas pessoas acreditamos nos dever obediência e gratidão? E se fossemos nós os devedores? É pobre a ilusão? É rico o perdão?

Preciso realmente me impor estes limites? Por que as fronteiras mudam de lugar quando sinto vontade de ir além? De quantas faces se formam meu reflexo? Toda forma de ver é congruência da realidade? A verossimilhança é mais plausível que a própria verdade? 

Em que país mora o menor homem do mundo? Quantos lápis de cor eu tive quando criança? Gostei de um menino com nome esquisito? Por que mulheres estrábicas me parecem sexy ? 

Quanto tempo falta para voltar a sentir aquele velho abraço? As luvas tomam sempre as medidas das mãos que as vestem? Por que sinto que não caibo em mim, como se minha pele não comportasse o tamanho do meu Espírito? 


Por que eu vim?

lindaciganadooriente.blogspot.com


segunda-feira, 15 de julho de 2013

MUDA SEMENTE (SEM MENTE)

O exercício do não dizer, não dizer diretamente, não dizer explicitamente, não dizer com palavras, não dizer no olhar, não dizer no falar, não dizer no gesticular, não dizer no silenciar... Este é o desafio! Esta é a ordem!
E quem disse que quero ser desafiada, quem me deu esta tal ordem? - Esqueçamos o quem e fiquemos com o para que.
Para que não dizer? - Para que haja tempo de amadurecer, tempo de fenecer, tempo de crescer, tempo de secar, tempo de enraizar, tempo de decidir, tempo de retroceder, tempo de definitivamente dizer e de não dizer.
Mas afinal de contas o que se tem a dizer é tão secreto e tão imperscrutável que de só não dizer jamais se saberá? - Não, porque antes de dizer nós pensamos!  O pensamento formado gera sentimento, sentimento é comunicativo e alardioso, não cabe em si, se manifesta metafisicamente, busca seus objetivos com o poder da atração. Sentimento é como uma trepadeira que cresce dentro de nós, antes que se de conta haverão folhas e caules brotando para fora de nossas muralhas.
Sentimento reprimido é como a ponta de um iceberg, uma armadilha em si, que tanto pode ferir quanto afundar a nós e a quem se aproximar.
Então, melhor seria poder deixar vir à tona os sentimentos!? - Não, o correto mesmo seria arrancar-lhes a raiz e o adubo, deixá-los com sede e abafá-los. Chorá-los e gozar de suas ausências! 
Para que? - Para depois passarmos longos e inquietantes dias tentando nos lembrar de como expressar algo em nós que pereceu muda sem germinar semente!? Decididamente estou a fim, muito a fim de exercitar o falar, o falar, o falar, o falar... Inevitável falar! LIBERTADOR FALAR!  TRANSFORMADOR FALAR!

terça-feira, 2 de julho de 2013

SENHOR, PARA QUÊ?

Como dizer a Deus que os fatos de eu não entender certas atitudes e o "não honrar a palavra" que noto em alguns camaradas me deixam FULA? Como dizer ao Senhor do macro universo: "olha, cara pálida, tá difícil segurar a vontade de pegar aquele/a cidadã/o pelo colarinho e torcer até fazer torniquete no pescoço deles?!" - Como dizer isto, se a confiança que digo depositar Nele é tamanha e sem limites, como posso sentir vontade de dar porrada na fuça destes,"destes ditos cujos", se eles são meus irmãos?
Caramba, vai tomar café quente na xícara de alumínio e depois enfiem os dedos nas friezas destas caras lavadas de privada sem sache, seus culhões duma figa, seus bolhas de sabão - sumam e se desintegrem com o vento!!!
Mas eu estou bem! Admiro Gandhi! Admiro Chico Xavier! Sou devota de Nossa Senhora Aparecida (mesmo não sendo católica)! Gosto do Preto Velho! Sou fascinada pela Cigana! E Salve Ogum (mesmo antes da novela da globo)! E Jesus? - Este nem se fala! ...."Jesus Cristo Salvador Fonte Eterna de Bondade, auxilia-nos Senhor a conquistar a verdade, dai-nos forças para sermos os arautos do teu amor, testemunhos verdadeiros do evangelho redentor!". (Este é um trechinho da música que cantamos lá no Centro Espírita antes das aulas).
Com todo este conhecimento, este esclarecimento  me sinto envergonhada em admitir o quanto minha consciência ainda tem que aflorar e o quanto preciso melhorar.

Mas entendo perfeitamente aquele ditado: " Senhor daí me serenidade, porque se me deres força - ah, eu bato neles!". Bato mesmo! Saco da maricota aberta!!! Afff....