terça-feira, 22 de outubro de 2013

TEORIA DA PILHA

Uma pilha, qualquer pilha, destas que colocamos em controles remotos, brinquedos e relógios de paredes; pois bem, uma pilha!
Pilha que funciona como bateria gerando energia para colocar as coisas em movimento, os objetos trabalhando, os controles controlando. Pólo positivo e pólo negativo, um no fundinho outro na cabecinha, ambos funcionando em sintonia, numa dinâmica tão comum para nós que apenas usamos sem sequer raciocinar o processo.
Preguiçosamente, vou continuar sem raciocinar o processo, este pelo menos. Ocorre que percebo atuando também em pessoas, vários de nós, estes mesmos pólos (pronto descobri a America). Existem inumeráveis mocinhas "pilhas" e mocinhos "pilhas". Estou falando da dinâmica cíclica e geradora de dependência causada pelo Yin e Yang  das relações afetivas.
Já reparou como a mocinha e o galã das novelas vivem se desencontrando, fica junto separa, separa fica junto, briga chora beija some!? No dia a dia também podem ser observadas situações de ata e desata afetivo; só que a ruptura definitiva é protelada e relegada ao descrédito, fato este que reforça a saga "entre tapas e beijos".
Estou pensando, sinceramente, que os desequilíbrios geram mais longevidade às relações que a busca por uma contínua conduta serena-alegre-respeitosa. Pensa que estou brincando? Como gostaria de estar!
É por estas e outras "pilhas" que estou alerta: ando a procura do botão "open" da porta da nave espacial que me trouxe até aqui. Vou imitar os mortais "pilhados": ora aliso e tateio carinhosamente, ora dou socos e ponta pés, ora dou gargalhadas depois choro, ora faço ar de choro e riso tristonho. Aposta quanto comigo que meu desequilíbrio enternecerá o piloto da nave e a porta se abrirá para eu entrar?
Mas se isto acontecer, daí a minha teoria de que não pertenço a este planeta estará desbancada, serei provavelmente levada para pesquisa como uma "pilha comum" que acreditava ser "gente diferente". Se eu pudesse ser, ao menos, recarregável...


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