sábado, 13 de dezembro de 2014

RAIVA PASSAGEIRA

Toda vez que se atrasa, ela chega jogando charme, como atriz de cinema em dia de Oscar... É de pegar o coração e atirá-lo pela janela, dizendo: "tu só me complica, seu molenga"!
Por educação, nada além, a deixo entrar. Por hábito, e somente por isso, a ofereço do meu, apenas meu, jantar. (A mesa está posta para duas pessoas, e daí, já ia guardar tudo).
Sabe o cúmulo da cara-de-pau? - É aceitar! E ela aceita!
Já começou a novela, aliás está quase acabando, novela das nove, quase dez horas, e a pessoa fica puxando papo... Aff! Devia tê-la deixado lá fora, mas a vizinha, fofoqueira de plantão - não que eu lhe deva nada - fica esperando ela chegar só para puxar papo (impossível não notar a chegada da rainha do sorriso, que cumprimenta até cachorro na rua!). 
Ai que raiva desta mulher simpática, metida a charmosa, que usa perfume caro até para ir comer pastel na feira, e que cantarola músicas românticas enquanto seca a louça.
Nos intervalos da novela, fica me contando sobre o seu dia; e durante os capítulos fica comentando os detalhes das cenas (até gosto de ver suas caras e bocas, e seu jeito de rir, e a ruguinha que as vezes aparece entre as sobrancelhas), só que não estou para prosa. Hummmm...
Me trouxe gérberas, um bouquet lindo, como se isso fizesse voltar o tempo. Olha, gente sem consciência, se se combina um encontro para as vinte horas, anota na agenda, coloca o celular para avisar. Isso custa? - Porque custa muito ficar na hora do almoço planejando o que fazer para o jantar. Custa muito, sair do trabalho correndo e passar no empório (onde tudo é mais caro) para evitar a fila do supermercado e assim ganhar tempo. Custa muito, correr pelos cômodos da casa para colocar tudo em ordem, e cozinhar algo prático e gostoso, e arrumar a mesa (como se fosse receber visita rara), e escolher um vinho, e ... (já cansada). Custa muito, tomar banho enquanto se concentra no som da campainha, que parece que toca, mas nunca é aqui. Custa muito, gastar meu batom em copo d'agua!
Bem, mas não sou mulher de reclamar! Sou mulher de tentar compreender, mas não antes de protestar! Portanto, eu protesto!!! Não é porque meu racional já entendeu suas razões que meu emocional já se conformou!!!
Agora, se a moça, linda moça,  fizer a gentileza de nos servir o vinho, agradeço! - Que bom que você chegou, senti sua falta! - Agora entendo aquela música que diz: “cada minuto é muito tempo sem você!”.
Imagem de: http://br.freepik.com/

domingo, 19 de outubro de 2014

OBSTINAÇÃO

A moça passeia tranquila, por entre bêbados, nas calçadas do centro da cidade. Em si, sóbria, com a mente desconectada do resto do mundo... Tropeça numa lata vazia, nem o barulho da lata nem o sacolejo nem o desequilibrar do corpo a fazem sair daquele estado d'alma. Continua caminhando, vira a segunda rua à esquerda, e atravessa, não nota o carro que freia bruscamente, tampouco nota a buzina e o gesto que faz o contrariado motorista. A moça, concentrada, não tem tempo para ser morta. Chega em frente a uma sacada, saca do bolso uma flor amassada e a arremessa contra a única janela que esta aberta, aquela com uma namoradeira. Não aparece ninguém. Ela volta. O amanhã chega. A moça munida de uma linda flor, desamassada, a coloca no bolso. Volta ao passeio... em si.


sábado, 20 de setembro de 2014

PRIMEIRA IMPRESSÃO

A primeira impressão não é a que fica! Podemos nos dar super bem com alguém num primeiro instante, podemos trocar idéias de maneira harmoniosa e podemos até chegar a acreditar que temos muitas coisas em comum (que são o princípio do elo em formação). Quando dá certo a sintonia se estabelece com leveza, de forma tranquila e continua.
Só que num segundo momento podemos ficar um tanto quanto intrigados, principalmente quando somos inteligentes e sensatos, quando damos continuidade aos relacionamentos (sejam eles de amizade, de coleguismo de trabalho, de negócios, principalmente os afetivos) e, assim, percebemos que houve um ledo engano, ledo no sentido de inocente/pueril. No entanto cabem nestes apontamentos um pouco mais de transparência e sinceridade... Aí é que o caldo quente entorna na gente!
Cometemos, sim, enganos bobos, aliás as vezes acontece de comprar condicionador ao invés de shampoo; confundir as moedas na hora de pagar pedágio; pegar ônibus errado; cumprimentar algum desconhecido que confundimos com um conhecido; pegar fila errada; etc. Mas cometer enganos bobos nas relações humanas, quando dizemos estar bem alertas, é difícil de acreditar. 
Eu não acredito em mim mesma! O que de fato ocorre é que crio expectativas (mesmo negando-as terminantemente), lanço sobre algumas pessoas reflexos meus (de comportamento, de caráter, de conhecimento, de objetivo e objetividade).
Deste modo, não há engano coisíssima nenhuma, simplesmente confundimos o outro com e por nossas projeções. Como ele não se adequa a estas projeções e com o passar do tempo consegue espaço para manifestar-se como realmente é, recai sobre nós o preço do pseudo engano (também conhecido como frustração).
Devíamos, todos, conversarmos com as pessoas, demonstrando quem e como somos (com o máximo possível de transparência) e só depois, lá pela vigésima quinta conversa de no mínimo duas horas (preferencialmente ao vivo), formarmos a tão conhecida e comentada "primeira impressão", impressão como efeito duma causa moral no espírito (comoção). Esta comoção, sim, como rebuliço alegre n'alma por reconhecer um irmão / uma irmã neste planeta imensidão.
www.fremplast.com.br

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

SE TOCA, POXA!!!

Tenho notado muito claramente que nós seres humanos, principalmente na ala feminina (porque somos mais gaiatas e falamos pelos cotovelos), temos estado um tanto quanto insatisfeitos em nossas relações interpessoais.
Para ser bem especifica, quero falar de relacionamento amoroso e/ou expectativas afetivas ("quasi tutti uguali"). 
Se você é uma mulher liberal, gosta de balada, posta comentários engraçados sobre bebidas alcoólicas e galera que pega geral... Exibe suas formas físicas com poses sensuais, posta fotos explicitando sua vida pessoal, gosta de elogios libidinosos, adora despertar curiosidade, prefere ser vista como uma mulher decidida, (reticencias), e,  ainda mais, expõe rotineiramente suas nuances emocionais (tô feliz, tô pensativa, tô triste, tô deprimida, tô louca, tô possessa, tô bêbada, tô com sono, tô abandonada, tô disponível, tô ficando-pegando-zoando-dando, tô revoltada...)... enfim, se você se encaixa em grande parte destas características mas não sente que está exagerando e sente que é feliz fique sossegada que esta postagem não é nenhuma indireta nem deve ser levada em consideração por você.
Se você mulher está cansada por não ter encontrado seu par ideal, o homem, a mulher da sua vida, se você se vê muitas vezes cansada, triste, com um vazio no peito, cabeça confusa, sem ver sentido na maioria das coisas... É com você mesma que quero falar!!!
Caralho, pára de fazer propaganda auto destrutiva de si mesma! Você não percebe que uma pessoa séria que quer realmente ter uma vida à dois, à duas, contigo não necessariamente terá que aceitar você, suas manias, seus amigos das mídias sociais, seus rompantes, suas baladas,,. sua rotina de solteira e sem noção??? - Sério mesmo que você acredita que quem te ama vai te aceitar como você realmente é??? Sem precisar modificar seus comportamentos estrelinhas, suas carências de expor o tempo todo e tudo o que se passa no relacionamento de vocês??? Você jura que o cara/ a cara tem que ficar numa boa quanto à falta de privacidade no relacionamento??? Por Deus que você crer que você é incompreendido/ incompreendida???
Sabe o que acontece na maioria das vezes, guardadas as proporções e exceções das histórias de vidas de cada um de nós, acontece que as pessoas compram a imagem que transmitimos a elas.
Qual é a sua verdade então? Qual é sua vontade maior? O que sua alma vem pedindo ao ponto de lhe fazer ficar desassossegado/a?
Se é alguém que seja bom pra você, alguém que lhe ame, que lhe respeite, que lhe valorize... Reflita, como eu vivo refletindo ultimamente: você tem sido esta pessoa para si mesma/o? Você tem tido o mesmo comportamento que espera do outro e respeitado os sentimentos das pessoas? Você tem demonstrado nos relacionamentos reais face a face, não facebook a facebook, quem você essencialmente é e o que verdadeiramente deseja? Por fim, você tem culhões, você tem peito para "BANCAR" as mudanças necessárias para merecer ser mais feliz?
Como dizia o "velho deitado": "Semelhante atrai semelhante"!!!



quinta-feira, 21 de agosto de 2014

DESCOMPROMISSO

Amanhã completarei 39 anos de idade! - Posso dizer: UAU, que maravilha! ou... Puta-que-pariu co-co-to fazendo aqui??? 
A verdade é que pouco se me dá, tanto faz mesmo, nem me importo com a idade. Aliás, para não ser hipócrita, me preocupam sim as dores (dor nos joelhos, dor nos ombros) e os preços dos suplementos vitamínicos que ando tomando, somente.
Me contaram recentemente que as frutas enxertadas (não sei se todas) tem origem num pé de limão porque o bichinho cresce rápido, daí inventaram de lhe cortarem o tronco e enxertarem alí no corte a coisa "geneticamente modificada" da laranja-pera, laranja-cravo, da carambola, da jaboticada, etc.
Pode parecer uma bobagem, mas continuemos na abordagem deste tema para ver no que vai dar!
As frutas provenientes deste tipo de arvores começam a brotar muito cedo, contudo a vida útil da planta é reduzida. Ao contrário das árvores normais, sem enxerto, que demoram a gerar frutos e passam muito mais tempo de vida, naturalmente, dando. Até ai muito lógico, fácil de entender!
Esta lógica não pode ser usada para o ser humano em seu comportamento sexual, por exemplo. Tem gente que demora a dar frutos (não estou falando de gerar filhos), começa a dar, pouco depois não dá mais nada. Pode ser que o solo ou a época não tenham sido apropriados! Também pode ser que a semente seja ruim e pronto! - A verdade é que quem gosta de dar insiste até não mais poder.
Outra coisa que aprendi recentemente: esqueci! Sério, não consigo lembrar de nada que eu queira comentar. Esta coisa de filosofar "qual o sentido da vida", "por que sofremos", "o copo está meio cheio ou meio vazio", "por que uns têm olhos azuis bem harmônicos e outros são zarolhos"... Ah, que saco!!!
Na boa, estou super a fim de que as árvores frutíferas cresçam e gerem jaboticabas enormes, carambolas bem verdinhas, laranjas suculentas, todas gostosas para eu colher e comer e chupar e tudo sem me lembrar da história da "porra" da genética modificada. (Sem ofensas! Reconheço a importância do avanço cientifico! Só não quero pensar nisto! Nem ficar pedindo desculpas por me expressar como eu quero, justo aqui, onde posso!).
Outra coisa, quanto ao comportamento sexual do ser humano, cada um sabe de sí, se não sabe saberá, então quer dá, que dê; não tá com vontade, não dê. Preocupemo-nos em nos agradar e nos fazer gozar! Cada um com seu cada qual, no seu quadrado, ocupando seu espaço, cuidando de seus gemidos.
Por fim, acredito que o prazer pode ser alcançado ao darmos, ao recebermos, ao ouvirmos uma música, ao dançarmos, ao apreciarmos algo bonito, ao convivermos com pessoas queridas, ao comermos, ao bebermos, ao vivermos com simplicidade. 
Quanto menos complicação mais leveza! Quanto mais idade menos certezas! E parabéns para mim!!! Uhuuuuu! Eheeeee! Eitaaaa Lasquera Serenaaaa!!!!

quarta-feira, 23 de julho de 2014

AMANSANDO UM DRAGÃO

Desenvolver o domínio próprio requer grande esforço no começo, depois requer alerta redobrado até saber na prática se o "item" sob controle, como se fosse antes um enorme dragão, está verdadeiramente amansado.
Digo "item" porque a lista é grande, são inúmeros os pontos os quais preciso, intimamente, conquistar o dito domínio. 
Atualmente, estou no estágio do "alerta redobrado". Não sei se estou voando enquanto meu dragão cochila  ou se estou cochilando enquanto meu dragão voa. Uma coisa sei, o auto domínio é essencial para eu progredir.  
Descobri nesta empreitada os seguintes processos: aceitação, dor, anestesia, extirpação, reconstrução, fé, vontade e cura. Estou no processo da fé! A vontade está lentamente se fortalecendo! 
A cura trará um guia prático mental do que devo evitar e revigorará o desejo (o mesmo de quando vim ao mundo) de ser ainda mais feliz. 
Um de meus dragões eu já aprendi a chamar de Joli! Mario tem razão!


" A BELA E O DRAGÃO

As coisas que não têm nome assustam, 
escravizam-nos, devoram-nos...
Se a bela faz de ti gato e sapato, 
chama-lhe, por exemplo, A BELA
DESDENHOSA.
E ei-la rotulada, classificada, 
exorcizada, simples marionete
agora, com todos os gestos
perfeitamente previsíveis, 
dentro do seu papel de
boneca de pau. 
E no dia em que chamares a um dragão 
de JOLI, o dragão
te seguirá por toda parte como um cachorrinho..."

MARIO QUINTANA
Sapato Florido
(1948)

quarta-feira, 7 de maio de 2014

O CAMINHO DO MEIO

Porque o ser humano passa toda a vida buscando por estabilidade, equilíbrio, autocontrole e, quando consegue, por um espaço de tempo, é feliz! Um segundo depois deste mesmo espaço de tempo: tédio, inquietação, tendência depressiva, impulsividade aflorada...
Esta é a resposta a qual pergunta??? - A nenhuma pergunta, é fruto apenas do poder de observação e vivencia e tempo e fatos. 
Porque podemos nos interessar pelos ensinamentos de Buda e passar tempo precioso apenas apreciando bunda! Quando não se tem controle sobre o próprio desejo, o "caminho do meio" pode se tornar um rego: acima temos as costas e logo abaixo duas sílabas.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

UM AMOR PURO

“O amor é uma força que transforma o destino.”

Chico Xavier

Neste imenso planeta acabamos por conhecer inúmeras pessoas: umas são referências de generosidade, outras de doçura, outras de sensatez, outras de companheirismo, outras de bom humor, outras de lealdade, outras de boa fé, outras de discrição, outras de elegância, outras de afeto, outras de resignação, outras de disciplina, outras  de inteligência, outras de amizade, outras de cidadania, outras de ética, outras de profissionalismo...
Há, no entanto, uma pessoa tão importante que se torna escala comparativa para designar e categorizar todas as outras.
Esta pessoa, irei chamar de Lume, é nossa inspiração ao tomarmos decisões importantes, é nosso guia de boa conduta, é nosso ser humano mestre, mestre como se todos para serem considerados importantes e se destacarem precisassem ter uma parcela de suas características.  São associações mentais e espirituais que fazemos, sem pensar em fazê-las, com naturalidade. Desde então, costumamos dizer: o mundo seria muito melhor se houvesse mais pessoas como você.
Lume aparece em nossa vida de maneira branda como a luz duma vela e tem um brilho tão intenso que jamais sai de nossa retina, quando a olhamos, abraçamos ou vemos seu sorriso, tudo se ilumina e resplandece também em nosso olhar.
As cores são mais nítidas, o medo desaparece, não há vacilo, não há dor que mais valha. O tom da voz preenche nosso coração como se a ouvíssemos através da "caixa dos peitos", uma voz leve e vibrante que arrebata a mente. Não há no mundo voz que possa nos acalmar tanto quanto a de Lume.
Se uma estrela brilha no céu, se a lua nasce e aparece em  todas as suas fases, se chove e floresce novos jardins, se há roseiras nos quintais, se um cachorro abana alegremente o rabo, se há novos sabores a descobrir, se há família, se há união, se há prazer, se há afeto singelo... Se há, lógico que há, é porque Lume existe.

Lume, minha referência de amor!



domingo, 12 de janeiro de 2014

VOVÓ, EU CRESCI!

“Para ter algo que você nunca teve, é preciso fazer algo que você nunca fez.” ― Chico Xavier

Olhando bem em seus olhos, digo-lhe com toda certeza: a diferença entre um louco e um ser normal é apenas a consciência de si, consciência que o primeiro pensa que perdeu, consciência que o segundo acredita possuir. 
Eu tenho uma marca na perna, marca causada por uma ferida que me fiz (sem querer) aos 3 ou 4 anos de idade. Hoje, ela não representa nenhum constrangimento pela cicatriz, tão pouco me faz mal pela lembrança. 
No caminho que tenho trilhado ultimamente tenho tido alguns questionamentos (alheios à minha vontade) que me conscientizam (no intuito de me fazer parecer pessoa normal) de que há um laço não desfeito que me faz repetir atitudes e padrões emocionais gerados lá na minha infância.
Parece confuso pra você? Vou tentar esclarecer!
Reportemo-nos aos meus 3,5 anos de idade: aí esta uma criança muito muito muito peralta, comilona, aventureira, desobediente, jeitinho desconfiado, medrosa.  Minha avó, querida e linda, me avisou para não brincar com o enorme pilão que havia lá no sitio. Era um tipo de pilão no qual se trabalhava sentado e me acidentei, ferindo minha perna (saiu um pedaço da minha pele frágil).
Corri para detrás da casa grande, chorando, desconsolada e com dor, enquanto o sangue escorria.
Me encontraram lá um bom tempo depois e me socorreram. Vovó colocou remédio e fez curativo. Brigou comigo, perguntou porque eu havia me escondido ao invés de pedir ajuda.
Eu respondi: a senhora falou que iria me bater se eu a desobedecesse, me disse pra não mexer lá, eu mexi, me machuquei. Esta doendo! E eu não quis apanhar!
Agora adulta, repetindo o ciclo, ocorre o seguinte: eu me arrisco, quando dá certo, ótimo, quando dá errado, a consequência do erro já é o meu castigo. Perfeito! 
O grande equivoco: ficou gravado em meu inconsciente a ameaça da doce velhinha, "se mexer lá você vai apanhar!", castigo pouco é bobagem. 
Mas se estou adulta, vovó já se foi, quem mais pode me oferecer punição extra? - EU! Bingo!
Por isto, olhando bem em seus olhos, digo-lhe com toda certeza: vovozinha, amada e meiga (sem sarcasmo), a senhora tem razão, há algumas coisas que não me convém fazer por causa de meu tamanho e da falta de habilidade, há, ainda, coisas que não devo fazer ou dizer por causa das consequências que podem não ser  benéficas... Eu sei! Só que me reservo o direito de fazer, dizer, tentar!
Eu não preciso de sua punição extra, aliás, coisa que nunca aconteceu! Preciso de seu remédio, seu curativo, seu colo! Porque sei que não posso contar com seus alertas no entanto posso contar com seu amparo. 
Admiro e respeito sua maneira de me amar, mesmo com severidade! E não quero, dispenso mesmo, o medo de sofrer além do acordado. Quero a proporção justa e equilibrada do efeito com relação à causa! 
Ademais, quero o que a senhora tem de bom: a docilidade, a bondade, o carinho, a mansuetude, a afabilidade, o amor! Saiba que sua luz me acalma! E me permito assumir que toda e qualquer projeção sombria que fiz, inconscientemente, nada tem haver contigo. Errei! risos... Já sofri! To quites! To leve! Eu sou EU! A senhora, muito melhor em minha  realidade adulta que em minha imaginação infantil tardia, sempre foi muito amorosa.
Beijos! Ah, vovó, por favor, leia mais uma daquelas histórias de Jesus?! (EU TE AMO!)