quarta-feira, 23 de julho de 2014

AMANSANDO UM DRAGÃO

Desenvolver o domínio próprio requer grande esforço no começo, depois requer alerta redobrado até saber na prática se o "item" sob controle, como se fosse antes um enorme dragão, está verdadeiramente amansado.
Digo "item" porque a lista é grande, são inúmeros os pontos os quais preciso, intimamente, conquistar o dito domínio. 
Atualmente, estou no estágio do "alerta redobrado". Não sei se estou voando enquanto meu dragão cochila  ou se estou cochilando enquanto meu dragão voa. Uma coisa sei, o auto domínio é essencial para eu progredir.  
Descobri nesta empreitada os seguintes processos: aceitação, dor, anestesia, extirpação, reconstrução, fé, vontade e cura. Estou no processo da fé! A vontade está lentamente se fortalecendo! 
A cura trará um guia prático mental do que devo evitar e revigorará o desejo (o mesmo de quando vim ao mundo) de ser ainda mais feliz. 
Um de meus dragões eu já aprendi a chamar de Joli! Mario tem razão!


" A BELA E O DRAGÃO

As coisas que não têm nome assustam, 
escravizam-nos, devoram-nos...
Se a bela faz de ti gato e sapato, 
chama-lhe, por exemplo, A BELA
DESDENHOSA.
E ei-la rotulada, classificada, 
exorcizada, simples marionete
agora, com todos os gestos
perfeitamente previsíveis, 
dentro do seu papel de
boneca de pau. 
E no dia em que chamares a um dragão 
de JOLI, o dragão
te seguirá por toda parte como um cachorrinho..."

MARIO QUINTANA
Sapato Florido
(1948)

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