sábado, 20 de setembro de 2014

PRIMEIRA IMPRESSÃO

A primeira impressão não é a que fica! Podemos nos dar super bem com alguém num primeiro instante, podemos trocar idéias de maneira harmoniosa e podemos até chegar a acreditar que temos muitas coisas em comum (que são o princípio do elo em formação). Quando dá certo a sintonia se estabelece com leveza, de forma tranquila e continua.
Só que num segundo momento podemos ficar um tanto quanto intrigados, principalmente quando somos inteligentes e sensatos, quando damos continuidade aos relacionamentos (sejam eles de amizade, de coleguismo de trabalho, de negócios, principalmente os afetivos) e, assim, percebemos que houve um ledo engano, ledo no sentido de inocente/pueril. No entanto cabem nestes apontamentos um pouco mais de transparência e sinceridade... Aí é que o caldo quente entorna na gente!
Cometemos, sim, enganos bobos, aliás as vezes acontece de comprar condicionador ao invés de shampoo; confundir as moedas na hora de pagar pedágio; pegar ônibus errado; cumprimentar algum desconhecido que confundimos com um conhecido; pegar fila errada; etc. Mas cometer enganos bobos nas relações humanas, quando dizemos estar bem alertas, é difícil de acreditar. 
Eu não acredito em mim mesma! O que de fato ocorre é que crio expectativas (mesmo negando-as terminantemente), lanço sobre algumas pessoas reflexos meus (de comportamento, de caráter, de conhecimento, de objetivo e objetividade).
Deste modo, não há engano coisíssima nenhuma, simplesmente confundimos o outro com e por nossas projeções. Como ele não se adequa a estas projeções e com o passar do tempo consegue espaço para manifestar-se como realmente é, recai sobre nós o preço do pseudo engano (também conhecido como frustração).
Devíamos, todos, conversarmos com as pessoas, demonstrando quem e como somos (com o máximo possível de transparência) e só depois, lá pela vigésima quinta conversa de no mínimo duas horas (preferencialmente ao vivo), formarmos a tão conhecida e comentada "primeira impressão", impressão como efeito duma causa moral no espírito (comoção). Esta comoção, sim, como rebuliço alegre n'alma por reconhecer um irmão / uma irmã neste planeta imensidão.
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