segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

SEMENTES DE FELICIDADE!


Quando se pode acreditar que quem lhe sorri lhe gosta; quem lhe olha nos olhos diz a verdade; quem lhe abraça não pode lhe machucar; que o que é dado não pede paga; que boas oportunidades chegam somente em momentos felizes; que o mais velho é o mais responsável; que pai não mente; que mãe reconhece sempre seu esforço; que todo irmão é amigo... - É prova que o dicionário não tem necessidade de significar a palavra desilusão! 

Certa vez uma garota pediu um pão doce a um velho amigo da família e ele lhe deu dois pães, não sem antes lhe pedir em troca que empunhasse uma vassoura e varresse um vasto salão. O vasto fica por conta dela ter apenas cinco anos de idade e, também, por a vassoura pesar como chumbo.
A garotinha aprendeu a pedir pão ao velhinho somente quando tivessem se esgotado todas as outras possibilidades de ganhar o pão... Como era comilona, sempre varria o chão... A fome supera a preguiça!

Na páscoa foram comprados ovos para os filhos e os sobrinhos... O marido, sabendo que havia outra criança visitando sua casa, falou à esposa sobre o necessidade de comprar mais um ovinho para dar a esta criancinha... A esposa, generosa e fria, respondeu-lhe enfaticamente que não, não era necessário pois que a criança nada era deles. Só que a criança ouviu! E, daquele instante em diante, mesmo que lhe dessem o maior ovo do mundo, nada iria conseguir passar pelo nó que se fez em sua garganta! - É que criança tem memória emocional que dura uma velhice inteira!

Sementes de felicidade devem ser plantadas na infância do ser, em qualquer idade, desde que a inocência não lhe tenha sido roubada. Desde que o solo fértil de seu coração ainda não tenha sido envenenado por palavras rudes e gestos egoístas.

Quando se pode ser feliz sem dar justificativas! Quando se pode refletir e manifestar sua opinião sem temor de ferir suscetibilidades! - É preciso agradecer! 

E mesmo quando a dor parecer inevitável e as tristezas e complexos já tiverem feito morada em nós... - É preciso compreender que Cristo é a água que rega as sementes de felicidade que moram quietinhas nas profundezas dos nós que os homens fizeram em si mesmos e uns nos outros!  Urge querer e permitir a renovação através do poder do amor de Cristo!

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Pensamentos, Balões e Retalhos

Tempo de cura!
É tempo de curar doenças causadas pela procrastinação. É tempo de seguir meus próprios conselhos!

Muitos sentimentos para agasalhar no coração e, outros tantos para despachar para zonas neutras, alguns mais para fortalecer.

Não tenho dúvidas de nada, apenas não aprendi a lidar com tudo junto e desorganizado! Por isto, em certas ocasiões, é melhor "puxar a cordinha, apertar o 'stop' e descer no ponto mais próximo. São inúmeras as  possibilidades! Mas isto, de verdade, é o que menos importa! Importa, sim, caminhar sem pressa! Importa ver as coisas, os fatos, as pessoas mais de perto!

Viver e se envolver com a vida! A vida está nas plantas, nos animais, na matéria (energia condensada), no ar, nas cidades, nas matas, no planeta (aqui e lá), nas constelações, nas galáxias, nos universos e no caroço de feijão que brotou no copo com algodão umedecido.

Ter o compromisso de não assumir mais coisas do que se é capaz de fazer! Ter a certeza de que está fazendo TUDO o que pode e deve fazer! Isto, mais que o livro por ler, mais que o xixi na porta com fila no banheiro, é urgente!

Saber que olhar o horizonte sem ter a obrigação de saber para onde se deseja ir é, pura e simplesmente, uma forma de se enganar! É sempre preciso saber para onde ir, mesmo que este lugar no cosmo seja onde já estamos! Por mais que lhe pareça real, para ser um humano normal, o fim do caminho é sempre um novo ponto de partida.

Então, a procrastinação é um auto flagelo! A inércia também requer um movimento! Deixemos nossos aconselhamentos seguirem o fluxo e atuarem nos acontecimentos, quando eles ocorrerem. Paremos de forçar a barra conosco! Vamos viajar por nossos sentimentos, como em balões: costurando os retalhos, sem exceder o peso, com o gás necessário, respeitando o poder do vento e, por questão de auto valorização, usando nossas habilidades para manter o controle!

Servir para se sentir útil! Ser útil para desenvolver confiança e auto estima! Agir para o bem do próximo, sim! E trabalhar para não enferrujar as engrenagens da mente, pois as engrenagens do corpo tem prazo de validade mas a mente é imortal!

Curar-se passa primeiro por conscientizar-se!

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Perdão!

Peço perdão por não ter ensinado você a datilografar (isto é, digitar em máquina off line)!
Peço perdão por ter administrado de maneira errada dinheiro alheio!
Peço perdão por ter dito "eu te amo", sem amar nem um tiquinho!
Peço perdão por não ter dito "te amo", amando mil por cento!
Peço perdão por não ter conseguido ler meu poema predileto em voz alta e sem gaguejar!
Peço perdão por ter ido embora, sem vontade de voltar!
Peço perdão por não ter ido embora, quando já não estava presente!
Peço perdão por ter deixado o portão aberto, foi quando seu cachorro fugiu!
Peço perdão por não sentir falta de nada, além do seu sorriso!
Peço perdão por acreditar que "eu não vivo sem você" é somente uma frase poética, que significa apenas "com você tudo parece melhor"!
Peço perdão por continuar vivendo e sorrindo, ainda que com alguns "vazios" em mim! E em você!
 
Imagem:http://jardimnavarro.blogspot.com.br

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

REFLEXÃO: O DEVER

I – O Dever
LÁZARO - Paris, 1863
7 – O dever é a obrigação moral, primeiro para consigo mesmo, e depois para com os outros. O dever é a lei da vida: encontramo-lo nos mínimos detalhes, como nos atos mais elevados. Quero falar aqui somente do dever moral, e não do que se refere às profissões.
Na ordem dos sentimentos, o dever é muito difícil de ser cumprido, porque se encontra em antagonismo com as seduções do interesse e do coração. Suas vitórias não têm testemunhas, e suas derrotas não sofrem repressão. O dever íntimo do homem está entregue ao seu livre arbítrio: o aguilhão da consciência, esse guardião da probidade interior, o adverte e sustenta, mas ele se mostra frequentemente impotente diante dos sofismas da paixão. O dever do coração, fielmente observado, eleva o homem. Mas como precisar esse dever? Onde ele começa? Onde acaba? O dever começa precisamente no ponto em que ameaçais a felicidade ou a tranquilidade do vosso próximo, e termina no limite que não desejaríeis ver transposto em relação a vós mesmos.
Deus criou todos os homens iguais para a dor; pequenos ou grandes, ignorantes ou instruídos, sofrem todos pelos mesmos motivos, a fim de que cada um pese judiciosamente o mal que pode fazer. Não existe o mesmo critério para o bem, que é infinitamente mais variado nas suas expressões. A igualdade em relação à dor é uma sublime previsão de Deus, que quer que os seus filhos, instruídos pela experiência comum, não cometam o mal desculpando-se com a ignorância dos seus efeitos.
O dever é o resumo prático de todas as especulações morais. É uma intrepidez da alma, que enfrenta as angústias da luta. É austero e dócil, pronto a dobrar-se às mais diversas complicações, mas permanecendo inflexível diante de suas tentações. O homem que cumpre o seu dever ama a Deus mais que as criaturas, e as criaturas mais que a si mesmo; é a um só tempo, juiz e escravo na sua própria causa.
O dever é o mais belo galardão da razão; ele nasce dela, como o filho nasce da mãe. O homem deve amar o dever, não porque ele o preserve dos males da vida, aos quais a humanidade não pode subtrair-se, mas porque ele transmite à alma o vigor necessário ao seu desenvolvimento.
O dever se engrandece e esplende, sob uma forma sempre mais elevada, em cada uma das etapas superiores da humanidade. A obrigação moral da criatura para com Deus jamais cessa, porque ela deve refletir as virtudes do Eterno, que não aceita um esboço imperfeito, mas deseja que a grandeza da sua obra resplandeça aos seus olhos.

O Evangelho Segundo o Espiritismo - por ALLAN KARDEC – tradução de José Herculano Pires.

sábado, 17 de setembro de 2016

SEXO, DESEJO E TRAIÇÃO: COISAS DE MULHER!


Olá! Eu sou a Mônica! E vim aqui para contar minha história.
Me apaixonei, segui meu coração e me envolvi com um homem casado. Não posso dizer que me arrependo. Mesmo se me arrependesse, hoje, ainda não me vejo em condições de ter agido diferente naquela ocasião.
A parte boa de se apaixonar é se sentir viva! E lá estava eu: apaixonada, senhora de minha vontade, desafiadora e determinada a prosseguir diante de todo e qualquer limite imposto pela razão. Risquei do vocabulário a palavra “não”! Me permiti!
Se a consciência me cobrou? - Sim, cobrou inúmeras vezes! Só que não fazia nenhum sentido eu deixar de lado minha vontade, meu desejo, minha felicidade, desprezar a sensação excitante de sangue correndo quente nas veias... Não fazia sentido, como hoje ainda não faz sentido, deixar de lado ou ignorar tudo o que senti.
Demorou mas passou, agora não sofro mais pelo rompimento! Só ficaram boas lembranças! As lembranças ruins foram jogadas ao vento e levadas para bem longe, assim como meu ex amante, perderam se no tempo e no espaço.
Minha avó já dizia: "tudo o que começa errado, termina errado!". É verdade! Tanto quanto é verdade que existem coisas que começam errado e seguem por muito, muito tempo erradas antes de terminar. Então não me sinto tão mal assim, afinal foram poucos os meses que mantivemos este relacionamento proibido.
Sinceramente, tenho certeza que fiz um favor para a mulher do Marcelo. Deixei ele mais feliz, mais bem disposto e, por se sentir culpado, se tornou muito mais carinhoso com ela. Como sei? - Ele me contava!
Esta é a parte chata de um relacionamento a três, uma das partes sempre se prejudica mais. Neste caso, fui eu esta parte! Fui prejudicada porque investi meu tempo em uma história que já tinha um final infeliz escrito desde o primeiro dia.
Nos últimos tempos, tenho me sentido um pouco triste, e quando isto acontece, saio para fazer algumas compras ou para conversar com uma amiga e logo passa. Não, esta tristeza que vezes sinto, não se trata de vontade de voltar ao passado, nem de auto punição, trata-se de um vazio, uma carência... São coisas de mulher! Deve ser vazio de estômago por conta do regime que estou fazendo ou, talvez, somente a carência de uma barra de chocolate, meio amargo o meu preferido. 

 

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Sexo, Desejo e Traição: a estória!


Todos nós já estamos cansados de saber que sexo é bom, desejar não é pecado e que traição só aponta aquele que não trai (ou, aponta aquele que trai mas quer disfarçar! eitaaaa!).
Tenho uma estória pra contar, vamos ver se alguém no mundo real que já tenha presenciado/vivenciado algo assim... Porque eu, com certeza, não presenciei e não vivenciei (ou, talvez eu só esteja dizendo isto para disfarçar! risos). Vamos ver!
Mônica é uma mulher de temperamento forte, detentora de um enorme potencial de bondade e amor, trabalhadora, relativamente honesta (já que vez em quando sonega impostos), bonita, inteligente e sem namorado (no momento).
Aquilo que Mônica mais deseja é encontrar um homem que a admire, a paparique, a leve pra passear, a faça rir, a ajude a arrumar a mesa e a desarrumar a cama. Tola, esta moça! (risos).
No trabalho entra um novo gerente para fazer parte da outra equipe, o  Marcelo! O Rapaz é sério, dedicado, charmoso (bonito de tão charmoso), atencioso e inteligente! Ah, ia esquecendo do detalhe, Marcelo é casado (muito bem casado!).
Mônica, mira o cara da cabeça aos pés, enquanto o assiste expor um novo projeto que implantará na empresa. E, resultado, nada a desejar! De verdade, nada que a faça desejá-lo. Só que esta constatação não bastou pra Mônica! O moço nem sequer satisfazia seu gosto quanto ao tipo físico mas era "diferente". 
Sabe o que Marcelo tinha de diferente? - Ele não havia reparado que Mônica existia! (Isso é demais pra muitas de nós mulheres, a indiferença!).
A Mulher começa então a tomar café, sair pra almoçar, fazer happy-hour com a turma, ler artigos, cuidar da aparência com ainda mais esmero... Tudo por que e para que? - Porque o Menino toma sai faz e lê! E para o Menino querer olhar! - Dá certo e começam uma boa amizade...
Marcelo, que antes nem a percebia, agora já não consegue deixar de  olhá-la! Até que um dia deixa de ignorar os artifícios de Mônica para conquistá-lo. Começa a corresponder e até a incentivá-la! (Se tem uma coisa que homem gosta é de massagem no ego, se sentir galã! ).
Aos poucos, ambos se envolvem e fazem um acordo do tipo: "vamos deixar rolar, o que tiver de ser será, o que é do homem é o homem que come"! 
Quem dos dois é mais feliz? - Difícil definir, no começo!
Com o passar dos meses - vem a constatação de que ambos não conseguem mais dar continuidade à relação (já que não há possibilidade de Marcelo largar esposa e filhos nem possibilidade de Mônica prosseguir sendo somente amante) - rompem-se os laços. Simples assim! #Só-que-não!
... Eis a estória! - Agora, observando, somente pelo prisma emocional-mental-espiritual... Vamos refletir: será que somos capazes de compreender Mônica, será que podemos apontar o dedo em sinal de desaprovação à conduta de Marcelo, será que havia como evitar a desilusão e a dor que foram geradas pela atitude de ambos? 
- Melhor buscarmos mais informações... Caso a Mônica queira assumir a estória como sendo dela - pois precisará ter coragem, vou pedir a ela pra nos dizer: - como se sente; - como se vê; - qual seu aprendizado; e tudo o que quiser dizer.  Afinal, não me custa pedir! (risos).

Imagem: www.flickriver.com

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

HOMEM: UMA LARGA, OUTRA PEGA!

Foi arquitetado e colocado em prática um plano para unir dois amigos solteiros disponíveis numa festa de aniversário. Os anfitriões da festa cuidaram de tudo, e assim foi feito! O moço levou o primo e a moça convidou uma amiga, ambos foram avisados que iriam ser apresentados!
A amiga: elegante, olhos brilhantes, saltos altos, sorriso aberto. O primo: bem arrumado, conversa espontânea, atencioso e tranquilo.
Ela: recrutadora e selecionadora de recursos humanos, experiente, exigente e independente. Ele: profissional de informática, disponível para o mercado de trabalho, festeiro e tranquilo.
Ele: carinhoso e respeitador! Ela: carente e controlada!
Bebida vai, bebida vem, conversa vai, conversa vem... 
Ele: fez massagem nos pés dela, ao fim da festa! Ela: decida foi dormir mais cedo para não perder o controle.
Resultado: zero a zero! Nem lá nem cá!
Uma outra moça havia olhado para ele na festa, ele percebeu mas ignorou para não parecer leviano. Ela: soube do ocorrido e não se importou! Portanto, campo livre, dia seguinte os anfitriões mudaram o rumo da história. Outro casal passou a ser formado!
Desta vez cupido acertou! Ufaaa!!!
Quando chega a hora certa, sem mais nem porque, o que uma larga a outra pega! O que não agradou a uma, sem mudar um milímetro, encantou a outra!
Uma chupa o dedo, feliz por poder continuar fazendo escolhas, sendo racional e assertiva em suas observações. A outra não chupa o dedo não!!!
E assim vamos vivendo, aprendendo, escolhendo, sendo escolhidos... Até que resolvemos deixar rolar e diminuímos nossas expectativas. Só sei que, de longe, sem análises mais profundas, a minha conclusão é a seguinte: o querer requer flexibilidade! É preciso aceitar o caminho tal e qual a vida nos apresenta mas o caminhar, o quando e em qual direção, são escolhas nossas!
Se formos levados, através de nossas escolhas, a ficar sozinhos que sejamos sozinhos, sim, solitários jamais. E se numa festa levamos um toco de alguém, dois passos à frente terá outra pessoa a nos observar com interesse... Só nos resta sorrir e abrir espaço para a felicidade.