quinta-feira, 22 de setembro de 2016

REFLEXÃO: O DEVER

I – O Dever
LÁZARO - Paris, 1863
7 – O dever é a obrigação moral, primeiro para consigo mesmo, e depois para com os outros. O dever é a lei da vida: encontramo-lo nos mínimos detalhes, como nos atos mais elevados. Quero falar aqui somente do dever moral, e não do que se refere às profissões.
Na ordem dos sentimentos, o dever é muito difícil de ser cumprido, porque se encontra em antagonismo com as seduções do interesse e do coração. Suas vitórias não têm testemunhas, e suas derrotas não sofrem repressão. O dever íntimo do homem está entregue ao seu livre arbítrio: o aguilhão da consciência, esse guardião da probidade interior, o adverte e sustenta, mas ele se mostra frequentemente impotente diante dos sofismas da paixão. O dever do coração, fielmente observado, eleva o homem. Mas como precisar esse dever? Onde ele começa? Onde acaba? O dever começa precisamente no ponto em que ameaçais a felicidade ou a tranquilidade do vosso próximo, e termina no limite que não desejaríeis ver transposto em relação a vós mesmos.
Deus criou todos os homens iguais para a dor; pequenos ou grandes, ignorantes ou instruídos, sofrem todos pelos mesmos motivos, a fim de que cada um pese judiciosamente o mal que pode fazer. Não existe o mesmo critério para o bem, que é infinitamente mais variado nas suas expressões. A igualdade em relação à dor é uma sublime previsão de Deus, que quer que os seus filhos, instruídos pela experiência comum, não cometam o mal desculpando-se com a ignorância dos seus efeitos.
O dever é o resumo prático de todas as especulações morais. É uma intrepidez da alma, que enfrenta as angústias da luta. É austero e dócil, pronto a dobrar-se às mais diversas complicações, mas permanecendo inflexível diante de suas tentações. O homem que cumpre o seu dever ama a Deus mais que as criaturas, e as criaturas mais que a si mesmo; é a um só tempo, juiz e escravo na sua própria causa.
O dever é o mais belo galardão da razão; ele nasce dela, como o filho nasce da mãe. O homem deve amar o dever, não porque ele o preserve dos males da vida, aos quais a humanidade não pode subtrair-se, mas porque ele transmite à alma o vigor necessário ao seu desenvolvimento.
O dever se engrandece e esplende, sob uma forma sempre mais elevada, em cada uma das etapas superiores da humanidade. A obrigação moral da criatura para com Deus jamais cessa, porque ela deve refletir as virtudes do Eterno, que não aceita um esboço imperfeito, mas deseja que a grandeza da sua obra resplandeça aos seus olhos.

O Evangelho Segundo o Espiritismo - por ALLAN KARDEC – tradução de José Herculano Pires.

sábado, 17 de setembro de 2016

SEXO, DESEJO E TRAIÇÃO: COISAS DE MULHER!


Olá! Eu sou a Mônica! E vim aqui para contar minha história.
Me apaixonei, segui meu coração e me envolvi com um homem casado. Não posso dizer que me arrependo. Mesmo se me arrependesse, hoje, ainda não me vejo em condições de ter agido diferente naquela ocasião.
A parte boa de se apaixonar é se sentir viva! E lá estava eu: apaixonada, senhora de minha vontade, desafiadora e determinada a prosseguir diante de todo e qualquer limite imposto pela razão. Risquei do vocabulário a palavra “não”! Me permiti!
Se a consciência me cobrou? - Sim, cobrou inúmeras vezes! Só que não fazia nenhum sentido eu deixar de lado minha vontade, meu desejo, minha felicidade, desprezar a sensação excitante de sangue correndo quente nas veias... Não fazia sentido, como hoje ainda não faz sentido, deixar de lado ou ignorar tudo o que senti.
Demorou mas passou, agora não sofro mais pelo rompimento! Só ficaram boas lembranças! As lembranças ruins foram jogadas ao vento e levadas para bem longe, assim como meu ex amante, perderam se no tempo e no espaço.
Minha avó já dizia: "tudo o que começa errado, termina errado!". É verdade! Tanto quanto é verdade que existem coisas que começam errado e seguem por muito, muito tempo erradas antes de terminar. Então não me sinto tão mal assim, afinal foram poucos os meses que mantivemos este relacionamento proibido.
Sinceramente, tenho certeza que fiz um favor para a mulher do Marcelo. Deixei ele mais feliz, mais bem disposto e, por se sentir culpado, se tornou muito mais carinhoso com ela. Como sei? - Ele me contava!
Esta é a parte chata de um relacionamento a três, uma das partes sempre se prejudica mais. Neste caso, fui eu esta parte! Fui prejudicada porque investi meu tempo em uma história que já tinha um final infeliz escrito desde o primeiro dia.
Nos últimos tempos, tenho me sentido um pouco triste, e quando isto acontece, saio para fazer algumas compras ou para conversar com uma amiga e logo passa. Não, esta tristeza que vezes sinto, não se trata de vontade de voltar ao passado, nem de auto punição, trata-se de um vazio, uma carência... São coisas de mulher! Deve ser vazio de estômago por conta do regime que estou fazendo ou, talvez, somente a carência de uma barra de chocolate, meio amargo o meu preferido. 

 

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Sexo, Desejo e Traição: a estória!


Todos nós já estamos cansados de saber que sexo é bom, desejar não é pecado e que traição só aponta aquele que não trai (ou, aponta aquele que trai mas quer disfarçar! eitaaaa!).
Tenho uma estória pra contar, vamos ver se alguém no mundo real que já tenha presenciado/vivenciado algo assim... Porque eu, com certeza, não presenciei e não vivenciei (ou, talvez eu só esteja dizendo isto para disfarçar! risos). Vamos ver!
Mônica é uma mulher de temperamento forte, detentora de um enorme potencial de bondade e amor, trabalhadora, relativamente honesta (já que vez em quando sonega impostos), bonita, inteligente e sem namorado (no momento).
Aquilo que Mônica mais deseja é encontrar um homem que a admire, a paparique, a leve pra passear, a faça rir, a ajude a arrumar a mesa e a desarrumar a cama. Tola, esta moça! (risos).
No trabalho entra um novo gerente para fazer parte da outra equipe, o  Marcelo! O Rapaz é sério, dedicado, charmoso (bonito de tão charmoso), atencioso e inteligente! Ah, ia esquecendo do detalhe, Marcelo é casado (muito bem casado!).
Mônica, mira o cara da cabeça aos pés, enquanto o assiste expor um novo projeto que implantará na empresa. E, resultado, nada a desejar! De verdade, nada que a faça desejá-lo. Só que esta constatação não bastou pra Mônica! O moço nem sequer satisfazia seu gosto quanto ao tipo físico mas era "diferente". 
Sabe o que Marcelo tinha de diferente? - Ele não havia reparado que Mônica existia! (Isso é demais pra muitas de nós mulheres, a indiferença!).
A Mulher começa então a tomar café, sair pra almoçar, fazer happy-hour com a turma, ler artigos, cuidar da aparência com ainda mais esmero... Tudo por que e para que? - Porque o Menino toma sai faz e lê! E para o Menino querer olhar! - Dá certo e começam uma boa amizade...
Marcelo, que antes nem a percebia, agora já não consegue deixar de  olhá-la! Até que um dia deixa de ignorar os artifícios de Mônica para conquistá-lo. Começa a corresponder e até a incentivá-la! (Se tem uma coisa que homem gosta é de massagem no ego, se sentir galã! ).
Aos poucos, ambos se envolvem e fazem um acordo do tipo: "vamos deixar rolar, o que tiver de ser será, o que é do homem é o homem que come"! 
Quem dos dois é mais feliz? - Difícil definir, no começo!
Com o passar dos meses - vem a constatação de que ambos não conseguem mais dar continuidade à relação (já que não há possibilidade de Marcelo largar esposa e filhos nem possibilidade de Mônica prosseguir sendo somente amante) - rompem-se os laços. Simples assim! #Só-que-não!
... Eis a estória! - Agora, observando, somente pelo prisma emocional-mental-espiritual... Vamos refletir: será que somos capazes de compreender Mônica, será que podemos apontar o dedo em sinal de desaprovação à conduta de Marcelo, será que havia como evitar a desilusão e a dor que foram geradas pela atitude de ambos? 
- Melhor buscarmos mais informações... Caso a Mônica queira assumir a estória como sendo dela - pois precisará ter coragem, vou pedir a ela pra nos dizer: - como se sente; - como se vê; - qual seu aprendizado; e tudo o que quiser dizer.  Afinal, não me custa pedir! (risos).

Imagem: www.flickriver.com