sábado, 25 de março de 2017

ENTENDER A SI MESMO !

" ... Entender a si mesmo é o passo mais importante para amar com proveito." - Livro: Sementes de Felicidade - Lourival Lopes.

Esta bela viagem que fazemos rumo a este planeta, planeta Terra, nossa casa temporária, me faz acreditar que a vida é uma grande oportunidade de testar nossa natureza divina.

"Vós sois deuses!" - Já ouvi tanto esta frase. O deus Eu que habita este corpo, matéria que protege e ampara nossa alma - como um patins que colocamos nos pés e que nos faz correr, deslizar (uns logo de inicio correndo com desenvoltura - outros, como eu, levando alguns tombos) - é um deus único e precioso.

"Amar o próximo como a sí mesmo" - outro preceito que tanto repeti no "Pai nosso" que sempre oro. Como fazer para praticar este amor por mim, mesmo quando - por tantas vezes - não me aprovo ou (pior) mesmo quando tantas vezes nem me noto?

Amar meu semelhante, amar o mais próximo e amar a humanidade inteira, é um modo de vida pelo qual vale a pena persistir e repetir tantas ações quanto forem necessárias - voltadas ao bem - até um dia conseguir agir espontaneamente. É assim, o que chamamos natureza, algo que já está em nós e que damos liberdade para sua manifestação! Simplesmente é!

Existem fantasmas que nos amedrontam e estão fora de nós. Para estes uma luz acesa, pegar na mão de alguém em quem confiamos, pedir ajuda ao nosso anjo da guarda, coisas assim resolvem. Eles, os fantasmas externos, se vão. 

Existem medos que armaram rede na nossa varanda, em frente a porta de entrada de nosso coração. Estes medos são tão ameaçadores que afugentam nossas boas atitudes, afugentam nossa boa vontade, põem pra correr nossos melhores gestos de amor. Nos travam - pela inércia que causa - e cristalizam nosso afeto. Estes medos são os fantasmas que ameaçam o equilíbrio de minha mente!

Tantas coisas podem ameaçar o equilíbrio de uma mente: desde um bolo que queima no forno até alguém que morre; dum ciúme bobo a um retorno ao médico; dum escorregar no molhado a um desentendimento no trabalho; dum formigar na mão à um filme que assistimos... Somos deuses tão vulneráveis! - Somos deuses tão fortes! 

Preciso me entender! Entender que - sendo vulnerável - posso me tornar mais forte! Entender que amando errado - posso conseguir descobrir o meu melhor modo de amar! Entender que o outro, ainda quando mora em mim (à moda Quintana), não é uma cópia minha nem provedor de minhas vontades! Entender que amando a mim mesma - mesmo quando não estou sendo amável - posso me tornar capaz de amar o meu próximo e me achegar ao melhor de nós! Entender que a vida, sendo divina em sua natureza, faz de mim uma centelha de divindade palpável e real que habita o universo! Entender que mesmo falhando, se tenho vontade de acertar, posso ser melhor que isso!

Mário Quintana: " Amor é quando a gente mora um no outro". - Preciso viver primeiro em mim, assim poderei viver no outro! - E quero muito vivenciar o amor que há milênios habita Eu Espírito. Eu gente! Eu, agente de afeto e bondade!

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